*CACHORRO:*
- ÀJÁ(Yorubá)
- KABIRIBIRI/ IMBUA(Kimbundo/Angola)
– Avun (Fongbe- Jeje)
*CÁGADO/TARTARUGA:*
- AJAPÁ (Yoruba)
- MBAXI OU MUONDO -PLURAL MIONDO (Kimbundo/Angola)
– LÒGÔZÔ/OLOGOSÊ) (Fongbe- Jeje)
*CARNEIRO:*
- AGUTAN (Yoruba)
- MBUDI (Kimbundo/Angola)
- Agôabô/Gb?asu (Fongbe-Jeje)
*CABRA/CABRITO:*
– GODÔPÉ (Yoruba)
– KAHONDO (Kimbundo/Angola)
– GBÒ (Fongbe-Jeje)
*CABRITO:*
- ABUKO (Yoruba)
- HOMBO, KISUTU OU KIPEMBE (Kimbundo/Angola)
– GBÒ (Fongbe-Jeje)
*CABRA:*
- AURÊ (Yoruba)
– HOMBO IA HATU, MEME OU MBAMBI (Kimbundo/Angola)
– GBÒ (Fongbe-Jeje)
*BODE:*
- ODÁ (Yorubá)
- KISUTU OU KIHOMBO(Kimbundo/Angola)
- BUDUKU(Fongbe-Jeje)
*FRANGO/GALO:*
- AKIKO (Yoruba)
- KOKLO/ KÔKÔLO (Fongbe-Jeje)
*FRANGO:*
- KASANJI , KAMUHATU(franga)
*GALO:*
- KOLOMBOLO OU DIKOLOMBOLO (Kimbundo/Angola)
*GALO VERMELHO:*
- KOLOMBOLO RIAKUSUKA (Kimbundo/Angola)
*GALO BRANCO:*
- KOLOMBOLO RIAZELA (Kimbundo/Angola)
*GALO PRETO:*
- KOLOMBOLO RIAXIKELELA (Kimbundo/Angola)
*GALINHA:*
- ADIÉ (Yorubá)
- SANJÍ (Kimbundo/Angola)
– KOKLOASI (Fongbe-Jeje)
*GALINHA VERMELHA/CARIJÓ*
- ABABÓ (Yorubá)
*GALINHA D'ANGOLA*
- ETU /KONKÉN (Yoruba)
- KETELÊ (Kimbundo/Angola)
- AGBANLIM , AGLONO (Fongbe-Jeje)
*SAPO*
- APOLÓ (Yorubá)
- DIZUNDU PLURAL MAZUNDU (Kimbundo/Angola)
- BEZE (Sapo) TOKLOKLO (Rã)(Fongbe-Jeje)
*PEIXE*
- EJÁ (Yoruba)
– MBIJI (Kimbundo/Angola)
- UHUI/HWE (Fongbe-Jeje)
*PREÁ*
- OKETE (FOTO1) (Yoruba)
*PORCO*
- ELÉDI (Yorubá)
- NGULU (Kimbundo/Angola)
- AGRUSA (Fongbe-Jeje)
-
*VEADO*
- EIKOICI (Yorubá)
- NGULUNGU OU OU MUNJOLO (Kimbundo/Angola)
- AGMAHIN (Fongbe-Jeje)
*POMBO*
- ILÉ/ IRILÉ (Yorubá)
- DIEMBE(Kimbundo/Angola)
- AHWAN? (Fongbe-Jeje)
*COBRA*
- IDÃ (Yorubá)
- NHOKA/DIUTA (Kimbundo/Angola)
- DAN (Fongbe-Jeje)
*CARACOL*
- IGBY (Yorubá)
- HOLE KINGONGE(Kimbundo/Angola)
- AGWIN (Fongbe-Jeje)
terça-feira, 13 de setembro de 2016
terça-feira, 19 de julho de 2016
O NASCIMENTO DO OBI
Obi é um elemento muito importante no culto de Òrìsà. A noz de cola, Obi, é o símbolo da oração no òrun (céu).
É um alimento básico e toda vez que é oferecido, seu consumo é sempre precedido por preces.
Foi Òrúnmìlá quem revelou como o Obì (a noz de cola) foi criada.
Quando Olódùmarè descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Èsù era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (A Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Ayè, a única divindade feminina presente), para entrarem em acordo sobre a situação….
Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo.
Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olódùmarè abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar.
Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar.
Pós isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo das duas mãos no chão.
Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele apanhara no ar.
Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos.
Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo.
Ayè pegou-as e as levou para Olódùmarè, e Ele disse a ela para que fosse e preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse.
Primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com gosto ruim.
No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não podiam ser comidas.
Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto todas foram mal sucedidas.
Foram então até Olódùmarè para dizer que a missão de descobrir como preparar as nozes era impossível.
Quando ninguém sabia o que fazer, Elénini, a divindade do Obstáculo, se apresentou como voluntária para guardar as frutas.
Todas as frutas colhidas foram então dadas a ela.
Elénini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as folhas para que ficassem frescas por catorze dias.
Depois, ela começou a comer as nozes cruas.
Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam vigorosas e frescas.
Após isso, ela levou as frutas para Olódùmarè e disse a todos que o produto das preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo.
Deus então decretou que, já que tinha sido Elénini, a mais velha divindade em Sua casa quem conseguiu decodificar o segredo do produto das orações, as nozes deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecido primeiro ao mais velho sentado no meio do grupo e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces.
Olódùmarè também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos.
Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo Próprio Olódùmarè e tinha duas peças.
Ele pegou uma e deu a outra para Elénini, a mais antiga divindade presente.
A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer à árvore da noz de cola.
A próxima tinha quatro peças e incluía assim Ayè, a única mulher que estava presente na cerimônia.
A próxima tinha cinco peças e incluiu Òrìsà-Nla.
A próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações divinas.
A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho.
Ayè então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada.
Texto sem autoria, garimpado e traduzido na web por Gbàfáomi.
É um alimento básico e toda vez que é oferecido, seu consumo é sempre precedido por preces.
Foi Òrúnmìlá quem revelou como o Obì (a noz de cola) foi criada.
Quando Olódùmarè descobriu que as divindades estavam lutando umas contra as outras, antes de ficar claro que Èsù era o responsável por isso, Ele decidiu convidar as quatro mais moderadas divindades (A Paz, a Prosperidade, a Concórdia e Ayè, a única divindade feminina presente), para entrarem em acordo sobre a situação….
Eles deliberaram longamente sobre o motivo de os mais jovens não mais respeitarem os mais velhos, como ordenado pelo Deus Supremo.
Todos começaram então a rezar pelo retorno da unanimidade e equilíbrio. Enquanto estavam rezando pela restauração da harmonia, Olódùmarè abriu e fechou sua mão direita apanhando o ar.
Em seguida abriu e fechou sua mão esquerda, de novo apanhando o ar.
Pós isso, Ele foi para fora, mantendo Suas mãos fechadas e plantou o conteúdo das duas mãos no chão.
Suas mãos haviam apanhado no ar as orações e Ele as plantou. No dia seguinte, uma árvore havia crescido no lugar onde Deus havia plantado as orações que Ele apanhara no ar.
Ela rapidamente cresceu, floresceu e deu frutos.
Quando as frutas amadureceram para colheita, começaram a cair no solo.
Ayè pegou-as e as levou para Olódùmarè, e Ele disse a ela para que fosse e preparasse as frutas do jeito que mais lhe agradasse.
Primeiro, ela tostou as frutas, e elas mudaram sua textura, o que as deixou com gosto ruim.
No outro dia, Ela pegou mais frutas e as cozinhou, e elas mudaram de cor e não podiam ser comidas.
Enquanto isso, outros foram fazendo tentativas, no entanto todas foram mal sucedidas.
Foram então até Olódùmarè para dizer que a missão de descobrir como preparar as nozes era impossível.
Quando ninguém sabia o que fazer, Elénini, a divindade do Obstáculo, se apresentou como voluntária para guardar as frutas.
Todas as frutas colhidas foram então dadas a ela.
Elénini então partiu a cápsula, limpou e lavou as nozes e as guardou com as folhas para que ficassem frescas por catorze dias.
Depois, ela começou a comer as nozes cruas.
Ela esperou mais catorze dias e depois disso percebeu que as nozes estavam vigorosas e frescas.
Após isso, ela levou as frutas para Olódùmarè e disse a todos que o produto das preces, Obi, podia ser ingerido cru sem nenhum perigo.
Deus então decretou que, já que tinha sido Elénini, a mais velha divindade em Sua casa quem conseguiu decodificar o segredo do produto das orações, as nozes deveriam ser dali por diante, não somente um alimento do céu, mas também, onde fossem apresentadas, deveriam ser sempre oferecido primeiro ao mais velho sentado no meio do grupo e seu consumo deveria ser sempre precedido por preces.
Olódùmarè também proclamou que, como um símbolo da prece, a árvore somente cresceria em lugares onde as pessoas respeitassem os mais velhos.
Naquela reunião do Conselho Divino, a primeira noz de cola foi partida pelo Próprio Olódùmarè e tinha duas peças.
Ele pegou uma e deu a outra para Elénini, a mais antiga divindade presente.
A próxima noz de cola tinha três peças, as quais representavam as três divindades masculinas que disseram as orações que fizeram nascer à árvore da noz de cola.
A próxima tinha quatro peças e incluía assim Ayè, a única mulher que estava presente na cerimônia.
A próxima tinha cinco peças e incluiu Òrìsà-Nla.
A próxima tinha seis peças representando a harmonia, o desejo das orações divinas.
A noz de cola com seis peças foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho.
Ayè então levou a noz de cola para a Terra, onde sua presença é marcada por preces e onde ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada.
Texto sem autoria, garimpado e traduzido na web por Gbàfáomi.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
HIERARQUIA DO CANCOMBLE
*Hierarquia no Culto de Ifá*
Babálawó ou Iyánifá Sacerdote do Orixá Orúnmilá-Ifá do Culto de Ifá.
Após duas iniciações ("Mãos"), e sob a obediência a rígidos códigos morais, o Babálawó recebe o direito de utilizar o Opele-Ifá (ou Rosário de Ifá) e os ikins (sementes de dendezeiro - igui ope, em yorubá). O Merindilogun (Jogo de búzios) é franqueado somente aos Obaoriates e os Awófakans (Aqueles que receberam a "primeira mão")são chamados também de Olwós. Às Iyápetebis (Mulheres iniciadas a Ifá) usam o jogo de buzios chamados Ekuró. As omoIfas também usam. Os BabaIfas, que são da rama brasileira, onde as cores são o azul claro e branco.
*Hierarquia no Culto aos Egungun*
Masculinos:
Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás),
Alagbá Sacerdote (Chefe de um terreiro),
Ojê (iniciado com ritos completos),
Ojê agbá (ojê ancião),
Atokun (ojê que guia de Egum),
Amuixan (iniciado com ritos incompletos),
Alagbê (tocador de atabaque).
Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.
Femininos:
Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens),
Iyá egbé (lider de todas as mulheres),
Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá),
Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora),
Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun).
Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.
Assogba Supremo sacerdote do culto de Obaluaiyê
Babalosanyin: Responsável pela colheita das folhas.
*Hierarquia no candomblé Ketu*
Iyá / Babá: significado das palavras iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
Iyalorixá / Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
Alagbá: Cargo masculino, chefe dos Oyê. Em algumas casas é também chamado de Ogan. Pode desempenhar diversas tarefas de cunho espiritual e civil e não entra em transe.
Mogbá: Cargo masculino específico do culto a Xangô. Ministro de Xangô.
Tojú Obá: Cargo masculino específico do culto a Xangô. Olhos do Rei.
Iyaegbé / Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia.
Iyalaxé (mulher): Mãe do axé, a que distribui o axé e cuida dos objetos ritual.
Iyakekerê (mulher): Mãe Pequena, segunda sacerdotisa do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
Babakekerê (homem): Pai pequeno, segundo sacerdote do axé ou da comunidade. Sempre pronto a ajudar e ensinar a todos iniciados.
Ojubonã ou Agibonã: É a mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação.
Iyamorô: Responsável pelo Ipadê de Exu.
Iyaefun ou Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iaôs.
Iyadagan e Ossidagã: Auxiliam a Iyamorô.
Axogun: Sacerdote responsável pelo sacrificio dos animais. Dependendo do caso, no ritual de iniciação, este sacerdote pode assumir outro cargo, ja que axogun é um ogan.
Aficobá: Responsável pelos sacrifícios dos animais de Xangô.
Aficodé: Responsável pelos sacrifícios dos animais de Oxossi.
Iyabassê: (mulher): Responsável no preparo dos alimentos sagrados as comidas-de-santo.
Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
Iyatebexê ou Babatebexê: Responsável pelas cantigas nas festas públicas de candomblé.
Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas".
Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
Iyalabaké: A guardiã do alá de osaala.
Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hirarquia.
Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. (não entram em transe). Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens. No Candomblé Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
Ebômi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho).
Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil.
Iaô: filho-de-santo (que já foi iniciado e entra em transe com o Orixá dono de sua cabeça), nem todo Iaô será um pai ou mãe de santo quando terminar a obrigação de sete anos. Ifá ou o jogo de búzios é que vai dizer se a pessoa tem cargo de abrir casa ou não. Caso não tenha que abrir casa o mesmo jogo poderá dizer se terá cargo na casa do pai ou mãe de santo além de ser um egbomi.
Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
Sarepebê ou sarapebê é responsável pela comunicação do egbe (similar a relações públicas).
Otun e Osy Axogun são os auxiliares do Axogun
Apokan responsavel pelo culto de Olwuaye e o Olugbajé
*Hierarquia do candomblé Jeje*
Os vodunsis da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviungo, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné
No Jeje-Mahi
Doté é o sacerdote, cargo ilustre do filho de Sogbô
Doné é a sacerdotisa, cargo feminino, esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó. similar à Iyalorixá
No Jeje-Mina Casa das Minas
Gaiaku, cargo exclusivamente feminino
Ekede
Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados: Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor". O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.
Hierarquia do candomblé Bantu[editar | editar código-fonte]
Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo
Tata Nkisi - Zelador.
Mametu Nkisi - Zeladora.
Tata Ndenge - pai pequeno.
Mametu Ndenge - Mãe pequena(há quem chame de Kota Tororó, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida).
Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
Kambondos - Ogãs.
Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu
Mametu Mukamba - Cozinheira da casa, que por sua vez, deve de preferencia ser uma senhora de idade e que não mestrue mais.
Mametu Ndemburo - Mãe criadeira da casa(ndemburo = runko).
Kota ou Maganga - Em outras nações EKEJI (todos os mais velhos que já passaram de 7 anos, mesmo sem dar obrigação, ou que estão presentes na casa, também são chamados de Kota).
Tata Nganga Muzambù - babalawo - pessoa preparada para jogar búzios.
Kutala - Herdeiro da casa.
Mona Nkisi - Filho de santo.
Mona Muhatu Wá Nkisi - Filha de santo (mulher).
Mona Diala Wá Nkisi - Filho de santo(homem).
Tata Numbi - Não rodante que trata de babá Egun(Ojé).
*Sacerdotes na África*
*BANTU (ANGOLA-KONGO).*
Kubama..................adivinhador de 1a categoria.
Tabi....................adivinhador de 2a categoria.
Nganga-a-ngombo.........adivinhador de 3a categoria.
Kimbanda................feiticeiro ou curandeiro.
Nganga-a-mukixi.........sacerdote do culto de possessão (Angola).
Niganga-a-nikisi........sacerdote do culto de possessão (Kongo).
Mukúa-umbanda...........sacerdote do culto de possessão (Angola-Kongo).
*Divisão Sacerdotais no Brasil*
Angola - língua quimbundo - Kongo - língua quicongo
Mam’etu ria mukixi......sacerdotisa no Angola.
Tat’etu ria mukixi......sacerdote no Angola.
Nengua-a-nkisi..........sacerdotisa no Kongo.
Nganga-a-nkisi.........sacerdote no Kongo.
Mam’etu ndenge..........mãe pequena no Angola.
Tat’etu ndenge..........Pai pequeno no Angola.
Nengua ndumba...........mãe pequena no Kongo.
Nganga ndumba...........pai pequeno no Kongo.
Kambundo ou Kambondo....todos os homens confirmados.
Kimbanda................Feiticeiro, curandeiro.
Tat'a Ngunzo............responsável pelo ngunzo (axé) da casa. E segredos dos orôs.
Kisaba.................pai das sagradas folhas.
Tata utala..............pai do altar.
Kivonda.................Sacrificador de animais (Kongo).
Kambondo poko...........sacrificador de animais (Angola).
Kuxika ia ngombe........Tocador (kongo).
Muxiki..................tocador( Angola).
Njimbidi................cantador.
Kambondo mabaia.........responsável pelo barracão.
Kota....................todas as mulheres confirmadas.
Kota mbakisi............responsável pelas divindades.
Hongolo matona..........especialista nas pinturas corporais.
Kota ambelai............toma conta e atende aos iniciados.
Kota kididi............toma conta de tudo e mantém a paz.
Kota rifula.............responsável em preparar as comidas sagradas.
Mosoioio................as (os) mais antigas.
Kota manganza............título alcançado após a obrigação de 7 anos.
Manganza.................título dado aos iniciados.
Uandumba................designa a pessoa durante a fase iniciatória.
Ndumbe..................designa a pessoa não iniciada.
*Referências*
Faraimará, o caçador traz alegria: Mãe Stella, 60 anos de iniciação, Raul Giovanni da Motta Lody, Stella (de Oxóssi, Mãe.), Pallas, 1999
Agadá: dinâmica da civilização africano-brasileira, Marco Aurélio Luz, Editora da Universidade Federal da Bahia, 2000
A familia de santo nos canbombles Jejes-Nagos de Bahia, Vivaldo da Costa Lima, Bahia, 2003
Diáspora africana Por Nei Lopes
História e ritual da nação jeje na Bahia, Luis Nicolau Parés, Editora Unicamp, 2006
Candomblé: agora é Angola Por Ivete Miranda Previtall
Ancestralidade Africana no Brasil: Mestre Didi, 80 anos, Juana Elbein dos Santos, SECNEB, Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil, 1997
Um vento sagrado: história de vida de um adivinho da tradição nagô-kêtu ... Por Muniz Sodré, Luís Filipe de Lima, 1942
O candomblé da Bahia: (rito nagô), Roger Bastide, Companhia Editora Nacional/MEC, 1978
Babálawó ou Iyánifá Sacerdote do Orixá Orúnmilá-Ifá do Culto de Ifá.
Após duas iniciações ("Mãos"), e sob a obediência a rígidos códigos morais, o Babálawó recebe o direito de utilizar o Opele-Ifá (ou Rosário de Ifá) e os ikins (sementes de dendezeiro - igui ope, em yorubá). O Merindilogun (Jogo de búzios) é franqueado somente aos Obaoriates e os Awófakans (Aqueles que receberam a "primeira mão")são chamados também de Olwós. Às Iyápetebis (Mulheres iniciadas a Ifá) usam o jogo de buzios chamados Ekuró. As omoIfas também usam. Os BabaIfas, que são da rama brasileira, onde as cores são o azul claro e branco.
*Hierarquia no Culto aos Egungun*
Masculinos:
Alapini (Sacerdote Supremo, Chefe dos alagbás),
Alagbá Sacerdote (Chefe de um terreiro),
Ojê (iniciado com ritos completos),
Ojê agbá (ojê ancião),
Atokun (ojê que guia de Egum),
Amuixan (iniciado com ritos incompletos),
Alagbê (tocador de atabaque).
Alguns oiê dos ojê agbá: Baxorun, Ojê ladê, Exorun, Faboun, Ojé labi, Alaran, Ojenira, Akere, Ogogo, Olopondá.
Femininos:
Iyalode (responde pelo grupo feminino perante os homens),
Iyá egbé (lider de todas as mulheres),
Iyá monde (comanda as ató e fala com os Babá),
Iyá erelu (cabeça das cantadoras), erelu (cantadora),
Iyá agan (recruta e ensina as ató), ató (adoradora de Egun).
Outros oiê: Iyale alabá, Iyá kekere, Iyá monyoyó, Iyá elemaxó, Iyá moro.
Assogba Supremo sacerdote do culto de Obaluaiyê
Babalosanyin: Responsável pela colheita das folhas.
*Hierarquia no candomblé Ketu*
Iyá / Babá: significado das palavras iyá do yoruba significa mãe, babá significa pai.
Iyalorixá / Babalorixá: Mãe ou Pai de Santo. É o posto mais elevado na tradição afro-brasileira.
Alagbá: Cargo masculino, chefe dos Oyê. Em algumas casas é também chamado de Ogan. Pode desempenhar diversas tarefas de cunho espiritual e civil e não entra em transe.
Mogbá: Cargo masculino específico do culto a Xangô. Ministro de Xangô.
Tojú Obá: Cargo masculino específico do culto a Xangô. Olhos do Rei.
Iyaegbé / Babaegbé: É a segunda pessoa do axé. Conselheira, responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia.
Iyalaxé (mulher): Mãe do axé, a que distribui o axé e cuida dos objetos ritual.
Iyakekerê (mulher): Mãe Pequena, segunda sacerdotisa do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos iniciados.
Babakekerê (homem): Pai pequeno, segundo sacerdote do axé ou da comunidade. Sempre pronto a ajudar e ensinar a todos iniciados.
Ojubonã ou Agibonã: É a mãe criadeira, supervisiona e ajuda na iniciação.
Iyamorô: Responsável pelo Ipadê de Exu.
Iyaefun ou Babaefun: Responsável pela pintura branca das Iaôs.
Iyadagan e Ossidagã: Auxiliam a Iyamorô.
Axogun: Sacerdote responsável pelo sacrificio dos animais. Dependendo do caso, no ritual de iniciação, este sacerdote pode assumir outro cargo, ja que axogun é um ogan.
Aficobá: Responsável pelos sacrifícios dos animais de Xangô.
Aficodé: Responsável pelos sacrifícios dos animais de Oxossi.
Iyabassê: (mulher): Responsável no preparo dos alimentos sagrados as comidas-de-santo.
Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando.
Iyatebexê ou Babatebexê: Responsável pelas cantigas nas festas públicas de candomblé.
Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos e obrigações de "cantar folhas".
Aiybá: Bate o ejé nas obrigações.
Ològun: Cargo masculino. Despacha os Ebós das obrigações, preferencialmente os filhos de Ogun, depois Odé e Obaluwaiyê.
Oloya: Cargo feminino. Despacha os Ebós das obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
Iyalabaké: A guardiã do alá de osaala.
Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
Pejigan: O responsável pelos axés da casa, do terreiro. Primeiro Ogan na hirarquia.
Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos instrumentos musicais sagrados. (não entram em transe). Nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a alvorada. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao terreiro, o Alagbê tem de lhe prestar as devidas homenagens. No Candomblé Ketu, os atabaques são chamados de Ilú. Há também outros Ogans como Gaipé, Runsó, Gaitó, Arrow, Arrontodé, etc.
Ogâ ou Ogan: Tocadores de atabaques (não entram em transe).
Ebômi: Ou Egbomi são pessoas que já cumpriram o período de sete anos da iniciação (significado: meu irmão mais velho).
Ajoiê ou ekedi: Camareira do Orixá (não entram em transe). Na Casa Branca do Engenho Velho, as ajoiés são chamadas de ekedis. No Terreiro do Gantois, de "Iyárobá" e na Angola, é chamada de "makota de angúzo", "ekedi" é nome de origem Jeje, que se popularizou e é conhecido em todas as casas de Candomblé do Brasil.
Iaô: filho-de-santo (que já foi iniciado e entra em transe com o Orixá dono de sua cabeça), nem todo Iaô será um pai ou mãe de santo quando terminar a obrigação de sete anos. Ifá ou o jogo de búzios é que vai dizer se a pessoa tem cargo de abrir casa ou não. Caso não tenha que abrir casa o mesmo jogo poderá dizer se terá cargo na casa do pai ou mãe de santo além de ser um egbomi.
Abiã ou abian: Novato. É considerada abiã toda pessoa que entra para a religião após ter passado pelo ritual de lavagem de contas e o bori. Poderá ser iniciada ou não, vai depender do Orixá pedir a iniciação.
Sarepebê ou sarapebê é responsável pela comunicação do egbe (similar a relações públicas).
Otun e Osy Axogun são os auxiliares do Axogun
Apokan responsavel pelo culto de Olwuaye e o Olugbajé
*Hierarquia do candomblé Jeje*
Os vodunsis da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviungo, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné
No Jeje-Mahi
Doté é o sacerdote, cargo ilustre do filho de Sogbô
Doné é a sacerdotisa, cargo feminino, esse título é usado no Terreiro do Bogum onde também são usados os títulos Gaiaku e Mejitó. similar à Iyalorixá
No Jeje-Mina Casa das Minas
Gaiaku, cargo exclusivamente feminino
Ekede
Os cargos de Ogan na nação Jeje são assim classificados: Pejigan que é o primeiro Ogan da casa Jeje. A palavra Pejigan quer dizer “Senhor que zela pelo altar sagrado”, porque Peji = "altar sagrado" e Gan = "senhor". O segundo é o Runtó que é o tocador do atabaque Run, porque na verdade os atabaques Run, Runpi e Lé são Jeje.
Hierarquia do candomblé Bantu[editar | editar código-fonte]
Títulos Hierárquicos Bantu, Angola, Congo
Tata Nkisi - Zelador.
Mametu Nkisi - Zeladora.
Tata Ndenge - pai pequeno.
Mametu Ndenge - Mãe pequena(há quem chame de Kota Tororó, mas não há nenhuma comprovação em dicionário, origem desconhecida).
Tata NGanga Lumbido - Ogã, guardião das chaves da casa.
Kambondos - Ogãs.
Kambondos Kisaba ou Tata Kisaba - Ogã responsável pelas folhas.
Tata Kivanda - Ogã responsável pelas matanças, pelos sacrifícios animais (mesmo que axogun).
Tata Muloji - Ogã preparador dos encantamentos com as folhas e cabaças.
Tata Mavambu - Ogã ou filho de santo que cuida da casa de Exu
Mametu Mukamba - Cozinheira da casa, que por sua vez, deve de preferencia ser uma senhora de idade e que não mestrue mais.
Mametu Ndemburo - Mãe criadeira da casa(ndemburo = runko).
Kota ou Maganga - Em outras nações EKEJI (todos os mais velhos que já passaram de 7 anos, mesmo sem dar obrigação, ou que estão presentes na casa, também são chamados de Kota).
Tata Nganga Muzambù - babalawo - pessoa preparada para jogar búzios.
Kutala - Herdeiro da casa.
Mona Nkisi - Filho de santo.
Mona Muhatu Wá Nkisi - Filha de santo (mulher).
Mona Diala Wá Nkisi - Filho de santo(homem).
Tata Numbi - Não rodante que trata de babá Egun(Ojé).
*Sacerdotes na África*
*BANTU (ANGOLA-KONGO).*
Kubama..................adivinhador de 1a categoria.
Tabi....................adivinhador de 2a categoria.
Nganga-a-ngombo.........adivinhador de 3a categoria.
Kimbanda................feiticeiro ou curandeiro.
Nganga-a-mukixi.........sacerdote do culto de possessão (Angola).
Niganga-a-nikisi........sacerdote do culto de possessão (Kongo).
Mukúa-umbanda...........sacerdote do culto de possessão (Angola-Kongo).
*Divisão Sacerdotais no Brasil*
Angola - língua quimbundo - Kongo - língua quicongo
Mam’etu ria mukixi......sacerdotisa no Angola.
Tat’etu ria mukixi......sacerdote no Angola.
Nengua-a-nkisi..........sacerdotisa no Kongo.
Nganga-a-nkisi.........sacerdote no Kongo.
Mam’etu ndenge..........mãe pequena no Angola.
Tat’etu ndenge..........Pai pequeno no Angola.
Nengua ndumba...........mãe pequena no Kongo.
Nganga ndumba...........pai pequeno no Kongo.
Kambundo ou Kambondo....todos os homens confirmados.
Kimbanda................Feiticeiro, curandeiro.
Tat'a Ngunzo............responsável pelo ngunzo (axé) da casa. E segredos dos orôs.
Kisaba.................pai das sagradas folhas.
Tata utala..............pai do altar.
Kivonda.................Sacrificador de animais (Kongo).
Kambondo poko...........sacrificador de animais (Angola).
Kuxika ia ngombe........Tocador (kongo).
Muxiki..................tocador( Angola).
Njimbidi................cantador.
Kambondo mabaia.........responsável pelo barracão.
Kota....................todas as mulheres confirmadas.
Kota mbakisi............responsável pelas divindades.
Hongolo matona..........especialista nas pinturas corporais.
Kota ambelai............toma conta e atende aos iniciados.
Kota kididi............toma conta de tudo e mantém a paz.
Kota rifula.............responsável em preparar as comidas sagradas.
Mosoioio................as (os) mais antigas.
Kota manganza............título alcançado após a obrigação de 7 anos.
Manganza.................título dado aos iniciados.
Uandumba................designa a pessoa durante a fase iniciatória.
Ndumbe..................designa a pessoa não iniciada.
*Referências*
Faraimará, o caçador traz alegria: Mãe Stella, 60 anos de iniciação, Raul Giovanni da Motta Lody, Stella (de Oxóssi, Mãe.), Pallas, 1999
Agadá: dinâmica da civilização africano-brasileira, Marco Aurélio Luz, Editora da Universidade Federal da Bahia, 2000
A familia de santo nos canbombles Jejes-Nagos de Bahia, Vivaldo da Costa Lima, Bahia, 2003
Diáspora africana Por Nei Lopes
História e ritual da nação jeje na Bahia, Luis Nicolau Parés, Editora Unicamp, 2006
Candomblé: agora é Angola Por Ivete Miranda Previtall
Ancestralidade Africana no Brasil: Mestre Didi, 80 anos, Juana Elbein dos Santos, SECNEB, Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil, 1997
Um vento sagrado: história de vida de um adivinho da tradição nagô-kêtu ... Por Muniz Sodré, Luís Filipe de Lima, 1942
O candomblé da Bahia: (rito nagô), Roger Bastide, Companhia Editora Nacional/MEC, 1978
terça-feira, 12 de julho de 2016
O SAGRADO SACRIFICIO
Sempre digo: em nossa religião, existem coisas que são comuns, independente de nação. O iporubo (o sacrifício) é uma delas, pelo menos nos procedimentos relacionados com o mesmo.
Para o Bantu, assim como para todos os africanos, o sangue é o veículo primordial da vida. Derramá-lo sacrificalmente significa ofertar o que há de mais valioso, comunicar-se por um veículo participável, e recuperar em troca uma vitalidade maior, suprir a exigência ou fervor pessoal e comunitário de se imolar, descarregar a culpabilidade, conseguir um favor, comungar com o invisível.
Nkossi, Ògún são os Senhores da Faca para a nossa religião, o Candomblé. Nas respectivas nações de Candomblé, angola e ketu, são eles quem realizam todo e qualquer ato de transformação de um ser individualizado na massa de onde surgiram todos os demais seres(carne, sangue, ossos, etc...) Restituindo assim, o poder de realização (nguzo, hmba) ou (Àsé) individual ou coletivo, sempre auxiliado por Èsú Olobé entre os ketu e no Candomblé de Angola, pelo Pamboo Njila de Nkosi assentado do seu lado direito.
Somente um Sacerdote treinado, Asògún(Ketu) ou um Tata Pocó (Angola), deve realizar a prática meticulosa de um rito sacrifical. A essência de todo ritual está na perfeição da sua execução, portanto, sempre deve ser praticado com uma profunda precisão.
A cerimônia só tem poder para convencer os deuses ou os de sua falange, se ela houver sido celebrada corretamente. Se o ritual é deficiente, ele provoca a raiva e o ressentimento dos deuses.
Aos poucos todos os iniciados acabam entendendo que a técnica do ritual é um fator decisivo para a sua eficácia.
Tomo agora a liberdade de transcrever um fragmento do trabalho originalmente escrito em Língua Espanhola pelo Oluwò Oddí Ká Ebóin Layé , pertinente ao assunto em questão:
OS PROCEDIMENTOS RELACIONADOS COM OS SACRIFICIOS RITUAIS
I. Vestir-se de maneira apropriada.
- Levar roupas rituais, ou roupas destinadas de antemão para estas ocasiões.
- Sempre cobrirás tua cabeça, e levarás em seu corpo os atributos que dão fé de seu juramento sagrado.
II. Preparar o local do ritual.
- Limparás, ordenarás e retirarás do lugar do sacrifício, todo elemento alheio ao Sacrifício que se vai oficiar.
- Garanta medidas para fechar o círculo do local do ritual, de maneira que possa impedir invasões e interrupções externas.
- Demonstrarás dedicação e profissionalismo, garantindo as condições adequadas para o ritual
- Podemos usar a faca de sacrifício, e depois utilizar facas auxiliares, desde que previamente consagradas para esta finalidade, tomando a precaução de dispor de uma faca de sacrifício apropriada, e de algumas facas auxiliares para eleger a mais adequada, segundo a operação específica que estiver realizando.
IV. Demonstrarás dedicação e conhecimento, assegurando-se que tudo está pronto para dar início ao ritual. Pois não se concebe que no último momento, mandes buscar a faca de sacrifício que se esqueceu em um outro local, ou algum outro elemento necessário ao ritual.
V. Oferecerás água fresca ao céu e a terra.
- Farás libações de água fresca em oferecimento ao céu.
- Fará libações de água fresca em oferecimento a terra.
VI. Interrogarás as divindades que vão receber o Sacrifício Ritual.
- Antes do sacrifício, as interrogará sobre o recebimento
de seu oferecimento, mediante o recurso divinatório do Oráculo do Obí (conhecido em todas as nações).
VII. Sacrificarás sempre em nome de Nkosi, Hosi Mucongo ou Ogún.
- Antes de proceder ao sacrifício, renderás homenagem a Nkosi, Hosi Mucongo ou Ogún, o Espírito da Força, louvando-o, ou oferecendo-lhe a mais humilde e simples de tuas rezas, más sempre agradecendo.
VIII. Utilizarás a faca de sacrifício apropriada.
- Tomarás a precaução de dispor de uma faca de sacrifício apropriada.
- Apropriada, quero dizer “apropriada para você”. Que a sinta cômoda em suas mãos, que não te cause incômodo, e que te sintas seguro ao empunhá-la.
- Apropriada, significa que seja apropriada para o animal destinado ao sacrifício. Que sua lamina brilhe devido ao seu poder de corte, bem afiada. Para cortar sem dor, para secionar as veias com rapidez.
- Apropriada, significa ótima, eficiente, que não tenhas a necessidade de improvisar, auxiliando-se de outra coisa que não seja uma faca de sacrifício, porque isso seria uma profanação.
IX. Não descuidarás dos movimentos de suas mãos.
- Quando suas mãos se movem, suas mãos falam, mesmo que não tenhas se proposto falar com elas...
- Quando suas mãos se movem, seus movimentos desenham e escrevem no espaço em que cruzam, uma linguagem remota e poderosa, segundo o revelado por Ifá no Ódu ÓgbeBára (Ejíogbe - Obára).
X. Não se moverá a mão que sustenta a faca sem um propósito!
- Quando sustentas na mão uma faca, não moverás esta mão se não tens um propósito que o justifique fazer, porque a importância da linguagem de suas mãos ao mover-se se potencia,e suas consequências se multiplicam, quando a mão que se move no ar sustenta uma faca desembainhada.
XI. A chegada da faca de sacrifício começa a transformar o astral.
- A faca de sacrifício é só isso: faca de sacrifício, porém somente isso, já é o bastante. Porque quando uma faca é consagrada para esta finalidade e aparece em cena, mesmo que esteja descansando imóvel sobre o solo, começa a gerar em torno dela uma força que não se vê, estas passam a convocar a aproximar-se do lugar, energias e evoluções relacionadas.
XII. Quando uma faca aparece na mão, só fala a faca
- Não sustentarás em suas mãos, uma faca de sacrifício, se na continuidade não vais executar o sacrifício ritual.
Ao menos, não sustentarás esta faca desembainhada...
- Quando tomar em suas mãos a faca de sacrifício, que seja porque já vais executar o sacrifício ritual.
XIII. Faca de sacrifício não sabe indicar ou apontar, sem causar dano.
- Não apontaras para pessoa alguma com a faca de sacrifício. Ao menos com a faca de sacrifício desembainhada. Porque uma faca de sacrifício não sabe indicar ou apontar, sem causar dano.
- Não apontaras para o céu, nem para a terra, nem para a representação material da divindade (Igba), com a faca de sacrifício sustentada em suas mãos. Ao menos com a faca de sacrifício desembainhada. Porque isso é profanação.
XIV. Faca de sacrifício não é brinquedo, é instrumento de destruição.
- Não tomará em suas mãos faca de sacrifício para brincar com ela, enquanto rezas a Divindade, ou enquanto falas com outra pessoa, ou enquanto faças alguma outra coisa. Principalmente, com a faca de sacrifício desembainhada.
XV. Agradecerás aos animais destinados ao sacrifício.
- Antes do sacrifício, te aproximarás de cada um dos animais cujas vidas tomarás, os sustentarás em suas mãos brevemente, os acariciarás se nada o impede, lhes falará com voz tranqüila, lhes agradecerá pelo sacrifício que vão fazer por sua pessoa, ou para seus interesses, e lhes abençoará.
- Concluirás entregando-lhe a mensagem que quer fazer chegar ao Nkii ou ao Òrìsà. E depois de entregar-lhe sua mensagem, agradeça também por isso!
XVI. Lavarás bicos (focinhos), patas e anus dos animais que serão oferecidos aos deuses.
- Antes do sacrifício, lavarás as patas do animais que oferecerás ao Nkici ou ao Òrìsà, para que elas estejam limpas quando retornarem à Montanha Sagrada e pousem sobre a terra divina do mundo invisível.
- Antes do sacrifício, lavarás o bico das aves, para que esteja limpo e disposto para falar com o mundo espiritual, e transmitir sua mensagem de agradecimento, de solicitação, de compromisso, ou de devoção, ao Nkici ou Òrìsà.
XVII. A morte chega com rapidez e sem alarde.
- Quando for oficiar o sacrifício ritual, tomarás a faca de sacrifício, somente no último momento do ritual de sacrifício.
XVIII. Uma morte piedosa honra a quem a provoca.
- Tomarás a precaução de que o animal destinado ao sacrifício, não veja a faca de sacrifício sobre o solo, nem em sua mão.
- Tomará sua vida, porém evitará medos e sofrimentos desnecessários, respeitando sua natureza delicada e temerosa, como sua própria natureza...
- Porque tu tomarás sua vida em um ritual que adormecerá suas sensações para ajudar-lhe a morrer bem, e a visão da faca em sua mão, pode interromper este adormecimento relativo, e despojar-lhe de toda paz.
XIX. Respeitarás o direito de exclusividade de Ésù – Elegbára e Pamboo Njila.
- Quando realizar um sacrifício recordarás que o primeiro sacrifício se fará à representação de Ésù – Elegbára (ketu) e Pamboo Njila (angola).
- Recordarás sempre que nenhuma divindade representada, nem mesmo Ósun, o vigilante da pessoa, receberá oferecimento antes de Ésù – Elegbára ou Pamboo Njila. Porque é profanação.
XX. Pagarás o tributo da terra por cada sacrifício de vida.
- Quando fizer sacrifício de vida animal, recordará que as primeiras gotas de sangue devem ser derramadas sobre o solo. Porque cada vida que toma, a podes tomar, graças à terra que alimentou e sustentou esta vida ate o tempo em que chegou até tuas mãos para ser tomada. E deves retribuir a terra pelo que tomas graças ao seu bom trabalho.
- Não esquecerás este mandamento, para que a adversidade não te seja enviada, bem como aos seus pais, seus filhos, ou de seus parentes, para cobrar o que não retribuíste, ou o que não compartilhaste.
XXI. Com vida ou sem vida, a CABEÇA sempre se respeita.
- Toda cabeça é sagrada por conter e proteger o Orí, o Espírito Interno, a forma de consciência de cada forma de vida, em qualquer nível de evolução.
- Por isto, não maltratarás aos animais em vida, e jamais lhes golpearás na cabeça, se isso não for parte de um ritual de sacrifício.
- Também por isto, as cabeças dos animais não devem ser lançadas ao chão, ou se deixa cair por negligencia. Porque fazer isso, é uma manifestação de desapreço.
- E o desapreço à cabeça, é profanação.
- Por esta profanação, os profanadores poderiam ser chamados a responder, perante aquele que garante e aplica a justiça do Odù Babá Ejíogbe.
XXII. Sacrificarás seguindo o caminho desde a terra até o céu
- Quando oficiar cerimônias de sacrifício de animais quadrúpedes e de aves imolarás primeiro os quadrúpedes, e imolarás por último as aves.
- Porque o sangue dos animais que só se movem na terra não deve cobrir o sangue dos animais que foram dotados de Asé para deslocar-se entre a terra e o céu.
- Porque toda ave é uma forma que representa o Espírito do Pássaro, que é uma manifestação especial de Ódù, o Segundo Mistério e a Mãe Primordial, e só o poder do Espírito do Pássaro pode alimentar-se de tudo, inclusive das más obras, e pode cobrir tudo e redimir tudo.
XXIII. Nenhum sangue cobrirá as penas.
- Porque as penas ensanguentadas representam uma ave que não pode voar, que não pode escapar, que já não tem oportunidade.
Porque as penas ensanguentadas representam uma ave que esta morta, ou uma ave ferida de morte.
XXIV. As penas cobrirão o sangue.
- Porque no corpo da ave que estava viva, antes do sacrifício, sua plumagem lhe veste por fora e seu sangue circula oculto em seu interior. E assim sendo, com as penas limpas e secas, cobrindo o sangue, reproduzimos a disposição das penas e do
sangue da mesma forma que no corpo da ave...
- Desta maneira, as penas secas e limpas cobrindo o sangue, representa uma alegoria a vida, simbolizando:
- a morte com esperança de vida
- o triunfo da vida sobre a morte
E este rito tem a virtude de escrever esta promessa no Astral.
XXV. Se entregar a faca, entregas o poder.
- Recordarás que o que se faz durante o ritual se escreve no Céu, e quando fizer uma pausa momentânea no uso da faca de sacrifício, não a entregarás a outra pessoa com a intenção de que a segure um pouco para ti, para toma-la de novo depois.
- Porque isso significa que estás transferindo a esta pessoa a responsabilidade de continuar com o oficio do sacrifício, e esta pessoa terá que continuar executando o sacrifício, porque a aceitação da faca de sacrifício desde sua mão significa que prometeu faze-lo, e desde que o prometeu fazer, é sua missão, não fazer é profanação.
- E se a mão que recebeu a faca não fizer correr o sangue, e se os sacrificadores divinos reclamam o cumprimento deste compromisso involuntário, algum sangue correrá, da maneira que se decidiu no Céu, por causa de quem descumpriu, para que o escrito no Céu se leia na Terra.
- Por isso, sempre que haja uma pausa, colocarás a faca de sacrifício sobre a terra firme, e sempre perto de ti. Porque só a terra é sua firmeza, só a terra é sua confiança.
XXVII. Faca de sacrifício não é pedra para se lançar...
- Porque as coisas não se atiram, as coisas não se lançam, principalmente uma faca, quanto mais uma faca de sacrifício! Sempre a colocarás, nunca a jogarás. Porque é profanação.
XXVIII. Faca de sacrifício não se deixa cair.
- Porque uma faca na mão significa ataque, ou significa defesa. Representando também o cair da mão de quem combate, quando quem a leva cai ferido de morte, nunca deixarás cair com negligencia de sua mão, uma faca de sacrifício, para que não chames com seus atos a realidade que teus atos representam.
XXIX. Faca que se moveu e mirou, mirando sentenciou.
- Se houver jogado a faca de sacrifício, ou havendo-a deixado cair com negligencia, e a faca girar e apontar para alguém dos presentes, ou a ponta de sua lamina terminar dirigida até você, deves saber que a faca está mirando a quem aponta. E deves
saber que a faca de sacrifício mira somente para sentenciar.
- Por isso deves saber que se isto ocorre, um ebó nunca deve demorar a ser feito.
- E o ebó que for feito por esta razão, deve conter uma faca. Lembre-se, porque se lembrar te salvará a vida ou te poupará lamentos, para você ou parentes.
XXX. (...)
Concluímos esta transcrição, lembrando que o Asògún quando concluir sua função deve descarregar a faca ritual limpando-a no couro dos animais sacrificados, primeiro do lado direito passando-se o mesmo pé por cima, depois virando-se os animais e repetindo o ato do lado esquerdo, dizendo-se sempre: Lopá ki sorò, lo pá... Mastigando Obi e a atàáre e soprando nos dois lados da faca, por 3 vezes. Fazendo o mesmo com o otin e a omí.
Quanto ao Tata Pocó, quando concluir sua função deve descarregar a faca ritual limpando-a no couro dos animais sacrificados, colocando um pouco de mel nas mãos e passando na faca na parte da lamina do meio para a ponta. Deixa-a descansando recostada ao alguidá no qual tenha sido colocado a cabeça do bicho de 4 pés. Somente se tocará nela para lavar quando a obrigação for levantada.
Como podemos observar há uma enorme quantidade de energias sendo manipuladas nestes atos, o que nos remete ao fato de que somente um Sacerdote qualificado, no caso o "Asògún", um Tata Kivonda ou um “Tata Pocó” auxiliado por seus companheiros devem realizar estas cerimônias de restituição.
Logo no início deste trabalho afirmamos que os animais eram os "veículos" que levariam as nossas mensagens aos deuses, então acho apropriado assinalar que eles possuem suas representações específicas, o que também vale para os demais "CALÇOS" e "TEMPEROS" utilizados nestes atos.
Fonte: Facebook :https://www.facebook.com/permalink.php?id=145982285483449&story_fbid=372727052808970
Para o Bantu, assim como para todos os africanos, o sangue é o veículo primordial da vida. Derramá-lo sacrificalmente significa ofertar o que há de mais valioso, comunicar-se por um veículo participável, e recuperar em troca uma vitalidade maior, suprir a exigência ou fervor pessoal e comunitário de se imolar, descarregar a culpabilidade, conseguir um favor, comungar com o invisível.
Nkossi, Ògún são os Senhores da Faca para a nossa religião, o Candomblé. Nas respectivas nações de Candomblé, angola e ketu, são eles quem realizam todo e qualquer ato de transformação de um ser individualizado na massa de onde surgiram todos os demais seres(carne, sangue, ossos, etc...) Restituindo assim, o poder de realização (nguzo, hmba) ou (Àsé) individual ou coletivo, sempre auxiliado por Èsú Olobé entre os ketu e no Candomblé de Angola, pelo Pamboo Njila de Nkosi assentado do seu lado direito.
Somente um Sacerdote treinado, Asògún(Ketu) ou um Tata Pocó (Angola), deve realizar a prática meticulosa de um rito sacrifical. A essência de todo ritual está na perfeição da sua execução, portanto, sempre deve ser praticado com uma profunda precisão.
A cerimônia só tem poder para convencer os deuses ou os de sua falange, se ela houver sido celebrada corretamente. Se o ritual é deficiente, ele provoca a raiva e o ressentimento dos deuses.
Aos poucos todos os iniciados acabam entendendo que a técnica do ritual é um fator decisivo para a sua eficácia.
Tomo agora a liberdade de transcrever um fragmento do trabalho originalmente escrito em Língua Espanhola pelo Oluwò Oddí Ká Ebóin Layé , pertinente ao assunto em questão:
OS PROCEDIMENTOS RELACIONADOS COM OS SACRIFICIOS RITUAIS
I. Vestir-se de maneira apropriada.
- Levar roupas rituais, ou roupas destinadas de antemão para estas ocasiões.
- Sempre cobrirás tua cabeça, e levarás em seu corpo os atributos que dão fé de seu juramento sagrado.
II. Preparar o local do ritual.
- Limparás, ordenarás e retirarás do lugar do sacrifício, todo elemento alheio ao Sacrifício que se vai oficiar.
- Garanta medidas para fechar o círculo do local do ritual, de maneira que possa impedir invasões e interrupções externas.
- Demonstrarás dedicação e profissionalismo, garantindo as condições adequadas para o ritual
- Podemos usar a faca de sacrifício, e depois utilizar facas auxiliares, desde que previamente consagradas para esta finalidade, tomando a precaução de dispor de uma faca de sacrifício apropriada, e de algumas facas auxiliares para eleger a mais adequada, segundo a operação específica que estiver realizando.
IV. Demonstrarás dedicação e conhecimento, assegurando-se que tudo está pronto para dar início ao ritual. Pois não se concebe que no último momento, mandes buscar a faca de sacrifício que se esqueceu em um outro local, ou algum outro elemento necessário ao ritual.
V. Oferecerás água fresca ao céu e a terra.
- Farás libações de água fresca em oferecimento ao céu.
- Fará libações de água fresca em oferecimento a terra.
VI. Interrogarás as divindades que vão receber o Sacrifício Ritual.
- Antes do sacrifício, as interrogará sobre o recebimento
de seu oferecimento, mediante o recurso divinatório do Oráculo do Obí (conhecido em todas as nações).
VII. Sacrificarás sempre em nome de Nkosi, Hosi Mucongo ou Ogún.
- Antes de proceder ao sacrifício, renderás homenagem a Nkosi, Hosi Mucongo ou Ogún, o Espírito da Força, louvando-o, ou oferecendo-lhe a mais humilde e simples de tuas rezas, más sempre agradecendo.
VIII. Utilizarás a faca de sacrifício apropriada.
- Tomarás a precaução de dispor de uma faca de sacrifício apropriada.
- Apropriada, quero dizer “apropriada para você”. Que a sinta cômoda em suas mãos, que não te cause incômodo, e que te sintas seguro ao empunhá-la.
- Apropriada, significa que seja apropriada para o animal destinado ao sacrifício. Que sua lamina brilhe devido ao seu poder de corte, bem afiada. Para cortar sem dor, para secionar as veias com rapidez.
- Apropriada, significa ótima, eficiente, que não tenhas a necessidade de improvisar, auxiliando-se de outra coisa que não seja uma faca de sacrifício, porque isso seria uma profanação.
IX. Não descuidarás dos movimentos de suas mãos.
- Quando suas mãos se movem, suas mãos falam, mesmo que não tenhas se proposto falar com elas...
- Quando suas mãos se movem, seus movimentos desenham e escrevem no espaço em que cruzam, uma linguagem remota e poderosa, segundo o revelado por Ifá no Ódu ÓgbeBára (Ejíogbe - Obára).
X. Não se moverá a mão que sustenta a faca sem um propósito!
- Quando sustentas na mão uma faca, não moverás esta mão se não tens um propósito que o justifique fazer, porque a importância da linguagem de suas mãos ao mover-se se potencia,e suas consequências se multiplicam, quando a mão que se move no ar sustenta uma faca desembainhada.
XI. A chegada da faca de sacrifício começa a transformar o astral.
- A faca de sacrifício é só isso: faca de sacrifício, porém somente isso, já é o bastante. Porque quando uma faca é consagrada para esta finalidade e aparece em cena, mesmo que esteja descansando imóvel sobre o solo, começa a gerar em torno dela uma força que não se vê, estas passam a convocar a aproximar-se do lugar, energias e evoluções relacionadas.
XII. Quando uma faca aparece na mão, só fala a faca
- Não sustentarás em suas mãos, uma faca de sacrifício, se na continuidade não vais executar o sacrifício ritual.
Ao menos, não sustentarás esta faca desembainhada...
- Quando tomar em suas mãos a faca de sacrifício, que seja porque já vais executar o sacrifício ritual.
XIII. Faca de sacrifício não sabe indicar ou apontar, sem causar dano.
- Não apontaras para pessoa alguma com a faca de sacrifício. Ao menos com a faca de sacrifício desembainhada. Porque uma faca de sacrifício não sabe indicar ou apontar, sem causar dano.
- Não apontaras para o céu, nem para a terra, nem para a representação material da divindade (Igba), com a faca de sacrifício sustentada em suas mãos. Ao menos com a faca de sacrifício desembainhada. Porque isso é profanação.
XIV. Faca de sacrifício não é brinquedo, é instrumento de destruição.
- Não tomará em suas mãos faca de sacrifício para brincar com ela, enquanto rezas a Divindade, ou enquanto falas com outra pessoa, ou enquanto faças alguma outra coisa. Principalmente, com a faca de sacrifício desembainhada.
XV. Agradecerás aos animais destinados ao sacrifício.
- Antes do sacrifício, te aproximarás de cada um dos animais cujas vidas tomarás, os sustentarás em suas mãos brevemente, os acariciarás se nada o impede, lhes falará com voz tranqüila, lhes agradecerá pelo sacrifício que vão fazer por sua pessoa, ou para seus interesses, e lhes abençoará.
- Concluirás entregando-lhe a mensagem que quer fazer chegar ao Nkii ou ao Òrìsà. E depois de entregar-lhe sua mensagem, agradeça também por isso!
XVI. Lavarás bicos (focinhos), patas e anus dos animais que serão oferecidos aos deuses.
- Antes do sacrifício, lavarás as patas do animais que oferecerás ao Nkici ou ao Òrìsà, para que elas estejam limpas quando retornarem à Montanha Sagrada e pousem sobre a terra divina do mundo invisível.
- Antes do sacrifício, lavarás o bico das aves, para que esteja limpo e disposto para falar com o mundo espiritual, e transmitir sua mensagem de agradecimento, de solicitação, de compromisso, ou de devoção, ao Nkici ou Òrìsà.
XVII. A morte chega com rapidez e sem alarde.
- Quando for oficiar o sacrifício ritual, tomarás a faca de sacrifício, somente no último momento do ritual de sacrifício.
XVIII. Uma morte piedosa honra a quem a provoca.
- Tomarás a precaução de que o animal destinado ao sacrifício, não veja a faca de sacrifício sobre o solo, nem em sua mão.
- Tomará sua vida, porém evitará medos e sofrimentos desnecessários, respeitando sua natureza delicada e temerosa, como sua própria natureza...
- Porque tu tomarás sua vida em um ritual que adormecerá suas sensações para ajudar-lhe a morrer bem, e a visão da faca em sua mão, pode interromper este adormecimento relativo, e despojar-lhe de toda paz.
XIX. Respeitarás o direito de exclusividade de Ésù – Elegbára e Pamboo Njila.
- Quando realizar um sacrifício recordarás que o primeiro sacrifício se fará à representação de Ésù – Elegbára (ketu) e Pamboo Njila (angola).
- Recordarás sempre que nenhuma divindade representada, nem mesmo Ósun, o vigilante da pessoa, receberá oferecimento antes de Ésù – Elegbára ou Pamboo Njila. Porque é profanação.
XX. Pagarás o tributo da terra por cada sacrifício de vida.
- Quando fizer sacrifício de vida animal, recordará que as primeiras gotas de sangue devem ser derramadas sobre o solo. Porque cada vida que toma, a podes tomar, graças à terra que alimentou e sustentou esta vida ate o tempo em que chegou até tuas mãos para ser tomada. E deves retribuir a terra pelo que tomas graças ao seu bom trabalho.
- Não esquecerás este mandamento, para que a adversidade não te seja enviada, bem como aos seus pais, seus filhos, ou de seus parentes, para cobrar o que não retribuíste, ou o que não compartilhaste.
XXI. Com vida ou sem vida, a CABEÇA sempre se respeita.
- Toda cabeça é sagrada por conter e proteger o Orí, o Espírito Interno, a forma de consciência de cada forma de vida, em qualquer nível de evolução.
- Por isto, não maltratarás aos animais em vida, e jamais lhes golpearás na cabeça, se isso não for parte de um ritual de sacrifício.
- Também por isto, as cabeças dos animais não devem ser lançadas ao chão, ou se deixa cair por negligencia. Porque fazer isso, é uma manifestação de desapreço.
- E o desapreço à cabeça, é profanação.
- Por esta profanação, os profanadores poderiam ser chamados a responder, perante aquele que garante e aplica a justiça do Odù Babá Ejíogbe.
XXII. Sacrificarás seguindo o caminho desde a terra até o céu
- Quando oficiar cerimônias de sacrifício de animais quadrúpedes e de aves imolarás primeiro os quadrúpedes, e imolarás por último as aves.
- Porque o sangue dos animais que só se movem na terra não deve cobrir o sangue dos animais que foram dotados de Asé para deslocar-se entre a terra e o céu.
- Porque toda ave é uma forma que representa o Espírito do Pássaro, que é uma manifestação especial de Ódù, o Segundo Mistério e a Mãe Primordial, e só o poder do Espírito do Pássaro pode alimentar-se de tudo, inclusive das más obras, e pode cobrir tudo e redimir tudo.
XXIII. Nenhum sangue cobrirá as penas.
- Porque as penas ensanguentadas representam uma ave que não pode voar, que não pode escapar, que já não tem oportunidade.
Porque as penas ensanguentadas representam uma ave que esta morta, ou uma ave ferida de morte.
XXIV. As penas cobrirão o sangue.
- Porque no corpo da ave que estava viva, antes do sacrifício, sua plumagem lhe veste por fora e seu sangue circula oculto em seu interior. E assim sendo, com as penas limpas e secas, cobrindo o sangue, reproduzimos a disposição das penas e do
sangue da mesma forma que no corpo da ave...
- Desta maneira, as penas secas e limpas cobrindo o sangue, representa uma alegoria a vida, simbolizando:
- a morte com esperança de vida
- o triunfo da vida sobre a morte
E este rito tem a virtude de escrever esta promessa no Astral.
XXV. Se entregar a faca, entregas o poder.
- Recordarás que o que se faz durante o ritual se escreve no Céu, e quando fizer uma pausa momentânea no uso da faca de sacrifício, não a entregarás a outra pessoa com a intenção de que a segure um pouco para ti, para toma-la de novo depois.
- Porque isso significa que estás transferindo a esta pessoa a responsabilidade de continuar com o oficio do sacrifício, e esta pessoa terá que continuar executando o sacrifício, porque a aceitação da faca de sacrifício desde sua mão significa que prometeu faze-lo, e desde que o prometeu fazer, é sua missão, não fazer é profanação.
- E se a mão que recebeu a faca não fizer correr o sangue, e se os sacrificadores divinos reclamam o cumprimento deste compromisso involuntário, algum sangue correrá, da maneira que se decidiu no Céu, por causa de quem descumpriu, para que o escrito no Céu se leia na Terra.
- Por isso, sempre que haja uma pausa, colocarás a faca de sacrifício sobre a terra firme, e sempre perto de ti. Porque só a terra é sua firmeza, só a terra é sua confiança.
XXVII. Faca de sacrifício não é pedra para se lançar...
- Porque as coisas não se atiram, as coisas não se lançam, principalmente uma faca, quanto mais uma faca de sacrifício! Sempre a colocarás, nunca a jogarás. Porque é profanação.
XXVIII. Faca de sacrifício não se deixa cair.
- Porque uma faca na mão significa ataque, ou significa defesa. Representando também o cair da mão de quem combate, quando quem a leva cai ferido de morte, nunca deixarás cair com negligencia de sua mão, uma faca de sacrifício, para que não chames com seus atos a realidade que teus atos representam.
XXIX. Faca que se moveu e mirou, mirando sentenciou.
- Se houver jogado a faca de sacrifício, ou havendo-a deixado cair com negligencia, e a faca girar e apontar para alguém dos presentes, ou a ponta de sua lamina terminar dirigida até você, deves saber que a faca está mirando a quem aponta. E deves
saber que a faca de sacrifício mira somente para sentenciar.
- Por isso deves saber que se isto ocorre, um ebó nunca deve demorar a ser feito.
- E o ebó que for feito por esta razão, deve conter uma faca. Lembre-se, porque se lembrar te salvará a vida ou te poupará lamentos, para você ou parentes.
XXX. (...)
Concluímos esta transcrição, lembrando que o Asògún quando concluir sua função deve descarregar a faca ritual limpando-a no couro dos animais sacrificados, primeiro do lado direito passando-se o mesmo pé por cima, depois virando-se os animais e repetindo o ato do lado esquerdo, dizendo-se sempre: Lopá ki sorò, lo pá... Mastigando Obi e a atàáre e soprando nos dois lados da faca, por 3 vezes. Fazendo o mesmo com o otin e a omí.
Quanto ao Tata Pocó, quando concluir sua função deve descarregar a faca ritual limpando-a no couro dos animais sacrificados, colocando um pouco de mel nas mãos e passando na faca na parte da lamina do meio para a ponta. Deixa-a descansando recostada ao alguidá no qual tenha sido colocado a cabeça do bicho de 4 pés. Somente se tocará nela para lavar quando a obrigação for levantada.
Como podemos observar há uma enorme quantidade de energias sendo manipuladas nestes atos, o que nos remete ao fato de que somente um Sacerdote qualificado, no caso o "Asògún", um Tata Kivonda ou um “Tata Pocó” auxiliado por seus companheiros devem realizar estas cerimônias de restituição.
Logo no início deste trabalho afirmamos que os animais eram os "veículos" que levariam as nossas mensagens aos deuses, então acho apropriado assinalar que eles possuem suas representações específicas, o que também vale para os demais "CALÇOS" e "TEMPEROS" utilizados nestes atos.
Fonte: Facebook :https://www.facebook.com/permalink.php?id=145982285483449&story_fbid=372727052808970
sexta-feira, 17 de junho de 2016
YÀMÍ OSORÒNGA E SEUS TÍTULOS...
Iyami-Ajé - (Iyá Mi Ajé = Minha Mãe Feiticeira) também conhecida por Iyami Oxorongá - é a sacralização da figura materna, por isso seu culto é envolvido por tantos tabus. Seu grande poder se deve ao fato de guardar o segredo da criação. Identificada no jogo do merindilogun pelo odu Ôxê
Tudo que é redondo remete ao ventre e, por consequência, as Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por Oxum, Iemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.
Iyami Ajé na forma de pássaro (Coruja Rasga-Mortalha[1] ou coruja rasgadeira) pousa nas árvores favoritas durante a noite principalmente na jaqueira (Artocarpus heterophyllus). Contam os antigos africanos que quando a coruja rasgadeira sobrevoa fazendo seu ruído característico ou aproxima-se de uma casa é porque vai morrer alguém.
TÍTULOS DE ÌYÀMÌ
Ìyàmì-Òsòróngà = Poderosa Mãe cultuada na Sociedade Osoronga.
Ìyàmì-Ajé = Poderosa Mãe administradora do Poder Sobrenatural. Titulo
em alusão quando seu culto é realizado na LUA NOVA na finalidade de
utilização dos poderes sobrenaturais em defesa a uma agressividade
(feitiço), ou relacionado aos projetos, ideais, envolvimentos e
recolhimento de Yawo. "Por ser o ciclo mais escuro da lua".
Ìyàmì-Eleye = Poderosa Mãe Proprietária dos Pássaros.
Ìyàmì-Oduwà = Poderosa Mãe proprietária do recipiente da existência?
(o mundo).
Ìyàmì-Odu = Recipiente – Útero – Cabaça – O Planeta – Ovo – Esfera
existencial.
Ìyàmì-Alaiye = Poderosa Mãe proprietária de toda extensão Terrestre.
Ìyàmì-Ekunlaiye = Poderosa mãe que inunda a Terra com Água...
Ìyàmì-Iyemonja = Poderosa Mãe senhora que possui muitos filhos como
cardumes de Peixes. "Uma alusão a sua qualidade anfíbia a quantidade
de ser humanos existentes na terra comparada aos peixes no Mar".
(Titulo relacionado a Egun e não a Ogun como muitos erradamente
afirmam )
Ìyàmì-Iyemowo = Poderosa Mãe que é o próprio dinheiro de suas filhas
(búzios). "uma alusão a grande quantidade de búzios que utiliza em
suas roupas" (Titulo que é cultuada no culto de Orisanlá).
Ìyàmì-Omolu = Poderosa Mãe a filha sagrada de Deus. (Título que é
cultuada ao lado de Obaluwaiye)
Ìyàmì-Omolulu = Poderosa Mãe rainha das formigas. "Uma referencia ao
fato de esta associada ao subsolo (Título que é também cultuada no
culto de Obaluwaiye).
Ìyàmì-Ori ou Iya-Ori = Poderosa Mãe das Cabeças. "Uma alusão ao fato
de está relacionada aos rituais de sacrifício animal sobre uma
cabeça". (Titulo que é também cultuada nos ritos de Bori).
Ìyàmì-Buruku = Poderosa Mãe Antiga. Uma referencia ao planeta na sua
antigüidade existencial.
Ìyàmì-Agba = Poderosa Mãe ancestral associada ao poder feminino.
Ìyàmì-Ako = Poderosa Mãe que é o pássaro Ako. Titulo referente ao 3o
dia da lua cheia e a seu culto exatamente na sociedade das Geledes.
Ìyàmì-Iyelala = Poderosa Mãe senhora dos sonhos. (relacionada a
revelação de situações através de sonhos).
Ìyàmì-Ayala = Poderosa Mãe esposa daquele que é o Céu. "Uma
referencia ao fato da Terra ser coberta pelo Céu o próprio
Oorisanla".
-Ìyàmi Onilé = Poderosa Mãe proprietária da Terra. "Titulo referente a
reverencia e aos rituais realizados dentro da terra". Outra
referencia é ao fato de ser o lugar mais próprio de se cultuar toda
classe de espíritos, na qual Ela é a grande apaziguadora desses
espíritos ou forças rebeldes. Numa única função de tranqüilizar,
apaziguar ou neutralizar qualquer tipo de força oculta agressiva.
Òdu-Logboje = Cabaça Existencial no Universo. Uma referencia ao
planeta Terra.
Ìyàmì-N'la = Poderosa grande Mãe. Uma referencia a grandeza do
planeta Terra e seu culto elementar. Titulo que plagia o titulo de
Orisa'nlà.
Ìyàmì-Asiwòró = Poderosa Mãe canalizadora das energias nos ritos
tradicionais.
Ìyàmì-Osupa = Poderosa Mãe que controla as força da lua.
Ìyàmì-Petekun = Poderosa Mãe que é povoada. Uma referencia a relação
com Èsu.
Ìyàmì-Ako = Nome de Ìyàmì dentro da sociedade Gelede, titulo que
assume o posto de primeira Dama desta sociedade.
Ìyàmì- Egeleju = Poderosa Mãe dos olhos delicados.
Ìyàmì-Eleje = Poderosa Mãe proprietária do fluxo da vida (sangue).
Ìyàmì-Oru-Alé = Poderosa Mãe da madrugada ou Noite.
Ìyàmì-Oga Igi= Poderosa Mãe que faz o alto das árvores de trono. Uma
referencia ao fato dos Pássaros pousarem no cume das grandes árvores.
Ìyàmì-Ilunjó = Poderosa Mãe que dança o ritmo da morte. Uma
referencia ao ritmos tocado para Ogun "Aquele que dança o ritmo da
morte".
Ìyàmì-Elesenu = Poderosa Mãe Proprietária de todos os órgãos internos
(vísceras).
Ìyàmì-Apaki = Poderosa Mãe que mata. Uma referencia ao fato que no
decorrer da vida acontece a morte.
Ìyàmì-Naré = Poderosa que o próprio ventre.
Ìyàmì-Araiye = Poderosa Mãe que controla todos os espirito da Terra
(encarnados e desencarnados).
Ìyàmì-Koko = Poderosa Mãe Anciã. Uma referencia a antigüidade do
planeta.
Ìyàmì-Kekere = Poderosa Mãe pequena do universo. Uma referencia
aofato de Iyami ser a administradora da vida no planta auxiliando
Olodunmare (Deus ).
Ìyàmì-Olotojú = Poderosa Mãe que espia do alto. Uma referencia ao
fato dos pássaros pairarem no Ar e observarem tudo de cima.
Ìyàmì-Arajado = Poderosa Mãe que olha para o Céu. Uma referencia ao
fato da Terra esta coberta pelo Céu.
Ìyàmì-Oloriyàmi = Poderosa Mãe proprietária das águas. Uma referencia
aos Mares e a água do útero.
Ìyàmì-Mase malè (Abrev.: Iyamase malè) = Poderosa mãe que não permite
o mal chegar na noite... Uma alusão às noites em que sobrevoa na sua
forma de pássaro, nos lugares em que é invocada e reverenciada com
louvores e saudações. Título este muito reverenciada nas rodas de
Sango (Egungun) quando e enquanto dançam em volta da fogueira ao ar
livre, fato memorável ao poder sobrenatural que possibilita Sàngó
como o grande Egungun (ancestral) voltar à Terra possuindo seus
Eleguns durante as festividades.
Tudo que é redondo remete ao ventre e, por consequência, as Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por Oxum, Iemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.
Iyami Ajé na forma de pássaro (Coruja Rasga-Mortalha[1] ou coruja rasgadeira) pousa nas árvores favoritas durante a noite principalmente na jaqueira (Artocarpus heterophyllus). Contam os antigos africanos que quando a coruja rasgadeira sobrevoa fazendo seu ruído característico ou aproxima-se de uma casa é porque vai morrer alguém.
TÍTULOS DE ÌYÀMÌ
Ìyàmì-Òsòróngà = Poderosa Mãe cultuada na Sociedade Osoronga.
Ìyàmì-Ajé = Poderosa Mãe administradora do Poder Sobrenatural. Titulo
em alusão quando seu culto é realizado na LUA NOVA na finalidade de
utilização dos poderes sobrenaturais em defesa a uma agressividade
(feitiço), ou relacionado aos projetos, ideais, envolvimentos e
recolhimento de Yawo. "Por ser o ciclo mais escuro da lua".
Ìyàmì-Eleye = Poderosa Mãe Proprietária dos Pássaros.
Ìyàmì-Oduwà = Poderosa Mãe proprietária do recipiente da existência?
(o mundo).
Ìyàmì-Odu = Recipiente – Útero – Cabaça – O Planeta – Ovo – Esfera
existencial.
Ìyàmì-Alaiye = Poderosa Mãe proprietária de toda extensão Terrestre.
Ìyàmì-Ekunlaiye = Poderosa mãe que inunda a Terra com Água...
Ìyàmì-Iyemonja = Poderosa Mãe senhora que possui muitos filhos como
cardumes de Peixes. "Uma alusão a sua qualidade anfíbia a quantidade
de ser humanos existentes na terra comparada aos peixes no Mar".
(Titulo relacionado a Egun e não a Ogun como muitos erradamente
afirmam )
Ìyàmì-Iyemowo = Poderosa Mãe que é o próprio dinheiro de suas filhas
(búzios). "uma alusão a grande quantidade de búzios que utiliza em
suas roupas" (Titulo que é cultuada no culto de Orisanlá).
Ìyàmì-Omolu = Poderosa Mãe a filha sagrada de Deus. (Título que é
cultuada ao lado de Obaluwaiye)
Ìyàmì-Omolulu = Poderosa Mãe rainha das formigas. "Uma referencia ao
fato de esta associada ao subsolo (Título que é também cultuada no
culto de Obaluwaiye).
Ìyàmì-Ori ou Iya-Ori = Poderosa Mãe das Cabeças. "Uma alusão ao fato
de está relacionada aos rituais de sacrifício animal sobre uma
cabeça". (Titulo que é também cultuada nos ritos de Bori).
Ìyàmì-Buruku = Poderosa Mãe Antiga. Uma referencia ao planeta na sua
antigüidade existencial.
Ìyàmì-Agba = Poderosa Mãe ancestral associada ao poder feminino.
Ìyàmì-Ako = Poderosa Mãe que é o pássaro Ako. Titulo referente ao 3o
dia da lua cheia e a seu culto exatamente na sociedade das Geledes.
Ìyàmì-Iyelala = Poderosa Mãe senhora dos sonhos. (relacionada a
revelação de situações através de sonhos).
Ìyàmì-Ayala = Poderosa Mãe esposa daquele que é o Céu. "Uma
referencia ao fato da Terra ser coberta pelo Céu o próprio
Oorisanla".
-Ìyàmi Onilé = Poderosa Mãe proprietária da Terra. "Titulo referente a
reverencia e aos rituais realizados dentro da terra". Outra
referencia é ao fato de ser o lugar mais próprio de se cultuar toda
classe de espíritos, na qual Ela é a grande apaziguadora desses
espíritos ou forças rebeldes. Numa única função de tranqüilizar,
apaziguar ou neutralizar qualquer tipo de força oculta agressiva.
Òdu-Logboje = Cabaça Existencial no Universo. Uma referencia ao
planeta Terra.
Ìyàmì-N'la = Poderosa grande Mãe. Uma referencia a grandeza do
planeta Terra e seu culto elementar. Titulo que plagia o titulo de
Orisa'nlà.
Ìyàmì-Asiwòró = Poderosa Mãe canalizadora das energias nos ritos
tradicionais.
Ìyàmì-Osupa = Poderosa Mãe que controla as força da lua.
Ìyàmì-Petekun = Poderosa Mãe que é povoada. Uma referencia a relação
com Èsu.
Ìyàmì-Ako = Nome de Ìyàmì dentro da sociedade Gelede, titulo que
assume o posto de primeira Dama desta sociedade.
Ìyàmì- Egeleju = Poderosa Mãe dos olhos delicados.
Ìyàmì-Eleje = Poderosa Mãe proprietária do fluxo da vida (sangue).
Ìyàmì-Oru-Alé = Poderosa Mãe da madrugada ou Noite.
Ìyàmì-Oga Igi= Poderosa Mãe que faz o alto das árvores de trono. Uma
referencia ao fato dos Pássaros pousarem no cume das grandes árvores.
Ìyàmì-Ilunjó = Poderosa Mãe que dança o ritmo da morte. Uma
referencia ao ritmos tocado para Ogun "Aquele que dança o ritmo da
morte".
Ìyàmì-Elesenu = Poderosa Mãe Proprietária de todos os órgãos internos
(vísceras).
Ìyàmì-Apaki = Poderosa Mãe que mata. Uma referencia ao fato que no
decorrer da vida acontece a morte.
Ìyàmì-Naré = Poderosa que o próprio ventre.
Ìyàmì-Araiye = Poderosa Mãe que controla todos os espirito da Terra
(encarnados e desencarnados).
Ìyàmì-Koko = Poderosa Mãe Anciã. Uma referencia a antigüidade do
planeta.
Ìyàmì-Kekere = Poderosa Mãe pequena do universo. Uma referencia
aofato de Iyami ser a administradora da vida no planta auxiliando
Olodunmare (Deus ).
Ìyàmì-Olotojú = Poderosa Mãe que espia do alto. Uma referencia ao
fato dos pássaros pairarem no Ar e observarem tudo de cima.
Ìyàmì-Arajado = Poderosa Mãe que olha para o Céu. Uma referencia ao
fato da Terra esta coberta pelo Céu.
Ìyàmì-Oloriyàmi = Poderosa Mãe proprietária das águas. Uma referencia
aos Mares e a água do útero.
Ìyàmì-Mase malè (Abrev.: Iyamase malè) = Poderosa mãe que não permite
o mal chegar na noite... Uma alusão às noites em que sobrevoa na sua
forma de pássaro, nos lugares em que é invocada e reverenciada com
louvores e saudações. Título este muito reverenciada nas rodas de
Sango (Egungun) quando e enquanto dançam em volta da fogueira ao ar
livre, fato memorável ao poder sobrenatural que possibilita Sàngó
como o grande Egungun (ancestral) voltar à Terra possuindo seus
Eleguns durante as festividades.
Mukixi Ntembu / Kitembo
história que é contada pelos antigos sacerdotes bantu, que há muito tempo atrás, as diembu bantu ( tribos bantu) lamentavam a morte de seus filhos, principalmente crianças e as mulheres grávidas sofriam sangramentos e como conseqüência, o aborto de seus filhos.
Diante da situação, o Sobá (rei) procurou o Nganga ia Ngombo (adivinhador da tribo) e pediu que ele fizesse uma consulta ao Minenge ia Ngombo (cesto de adivinhação), para saber o real motivo desses acontecimentos.
A resposta dada pelo Nganga foi que as tribos bantu estavam sofrendo uma maldição espiritual lançada por Mgungula (espíritos trevosos) e que para se livrar da maldição, as tribos deveriam prestar honras, homenagens e oferendas ao Nkisi Kitembu (Divindade da vida e da evolução) que só assim o ciclo da vida voltaria à sua normalidade.
O Sobá rapidamente, mandou que todas as tribos bantu se reunissem e fizeram uma grande oferenda e homenagens ao Nkisi Kitembu, que durou sete dias.
Após o término das homenagens para a Divindade Ntembu, da terra brotou um pó branco “MPEMBA”, que até os dias de hoje podemos ver em barrancos abertos, pela natureza ou pelas mãos dos homens.
Mpemba é o espírito do grande pai de todas as tribos bantu “Nkukua Lunga” e pegaram o pó que saia da terra e esfregaram no corpo de todas as crianças e mulheres das tribos e imediatamente ficaram livres da maldade imposta por Mgungula. Assim, os povos bantu cresceram por toda África.
Para homenagear o Nkisi Kitembu, o povo bantu levantou um mastro bem alto com uma bandeira branca na ponta, simbolizando a Mpemba, que quando balança com o vento indica a direção que o povo bantu deve seguir e ir ao encontro da felicidade.
Por isso o Mukixi Ntembu é considerado a grande Divindade dos povos bantu.
----------------------------------------------------------------------------------------
“Mesmo que a árvore caia, se a raiz estiver viva, brotará”.
Kitembu é um Nkisse raro com poucos filhos. Associado com o Iroko iorubá é também visto como a Gameleira Branca, árvore sagrada. O sociólogo Reginaldo Prandi (Mitologia dos Orixás, 1998) afirma que o fato de ser um Nkisse das florestas fizeram com que seu culto diminuisse e contribuisse para a diminuição do número de seus filhos de santo.
Kitembo é irmão de Kafundegi, Katendê e Angorô. Segundo o Candomblé Bantu, Kitembo tem uma forte ligação com Kafundegi, sendo que os filhos de Kitembo e deste Nkisse se parecem. Os quatro são os (inquices monstros), filhos imperfeitos de Nzumbarandá (associada com Nanã dos iorubás) que foram depois recolhidos por NKaiala e encantados por Lembarenganga.
Kitembo representa a ancestralidade, os nossos antepassados, pais, avós, bisavós, etc., representa também o seio da natureza, a morada dos Nkisis. Desrespeitar Kitembo (a grande e suntuosa árvore) é o mesmo que desrespeitar a sua dinastia, os seus avós, o seu sangue… Kitembo representa a história do Nzó (casa), assim como do seu povo… protegendo-o sempre das tempestades.
Filhos deste Orixá são destemidos por demais e pouco amorosos, uma vez que seu elemento é o fogo. São pessoas instáveis e equlibradas, impetuosas e sensatas, frias e sonhadoras, calculistas e vulneráveis, amigos e traidores. Jamais serão subalternos, pois a instabilidade e a vulnerabilidade que rege um filho de Kitembu é a sua maior característica.
É representado por vários símbolos, sendo o mais destacado a bandeira branca presente em todas as casas de Candomblé de Angola. Esta bandeira está ligada ao tempo que os povos bantu eram nômades. Quando decidiam mudar, cultuavam ao Mukisi/Nkisi Kitembo e esperavam o vento soprar na bandeira branca para dar a direção da nova jornada. Também está ligada aos ritos de caça (a maioria dos Mukisi/Nkisi bantu caça, mesmo que por natureza não sejam caçadores).
Quando iam à caça, cada grupo se dispersava na floresta ou na savana. Para se encontrarem e não ficarem perdidos, o caçador chefe (Mutak’lamb’lunguzo/Mutak’lambô/Ngongombira), levantava a bandeira em um bambu bem alto, assim todos se reuniam e voltavam juntos para a tribo com fartura e muita alegria.
Este Nkisi está ligado ao ar, que regula a direção dos ventos, as estações do ano, as épocas do plantio e das colheitas, a reprodução animal, atuando junto das energias do sol e da lua, influenciando diretamente os dias na terra. Também está ligado ao tempo cronológico.
Kitembo é o Nkisi Rei do Candomblé de Angola. Kitembo está associado a escala do crescimento, por isso sua ferramenta é uma escada com uma lança voltada para cima, em referência ao próprio Tempo e à evolução material e espiritual. Tem muita ligação com Kavungo/Nsumbu (seu vento leva as moléstias).
Este Nkisi possui vários tipos de encantamentos que quando tratado corretamente são infalíveis na realização do atendimento dos pedidos.
Saudação: Zará Tempo; Ela Tempo; Kitembo dia banganga, talenu (vejam! a divindade do ar, atmosfera) Nzara Ndembwa – Gloria ao Tempo! Kiamboté Tat’etu Kidembu. Kiuá! Eu te saúdo nosso pai Tempo. Salve!
Elemento: Ar.
Símbolo: Gameleira branca (malemba) ou outra árvore, pois é um culto fitolátrico.
Dia da semana: Terça-feira.
Fio de contas: Branco e verde.
Roupa: Branca, verde e cinza e palhas.
Diante da situação, o Sobá (rei) procurou o Nganga ia Ngombo (adivinhador da tribo) e pediu que ele fizesse uma consulta ao Minenge ia Ngombo (cesto de adivinhação), para saber o real motivo desses acontecimentos.
A resposta dada pelo Nganga foi que as tribos bantu estavam sofrendo uma maldição espiritual lançada por Mgungula (espíritos trevosos) e que para se livrar da maldição, as tribos deveriam prestar honras, homenagens e oferendas ao Nkisi Kitembu (Divindade da vida e da evolução) que só assim o ciclo da vida voltaria à sua normalidade.
O Sobá rapidamente, mandou que todas as tribos bantu se reunissem e fizeram uma grande oferenda e homenagens ao Nkisi Kitembu, que durou sete dias.
Após o término das homenagens para a Divindade Ntembu, da terra brotou um pó branco “MPEMBA”, que até os dias de hoje podemos ver em barrancos abertos, pela natureza ou pelas mãos dos homens.
Mpemba é o espírito do grande pai de todas as tribos bantu “Nkukua Lunga” e pegaram o pó que saia da terra e esfregaram no corpo de todas as crianças e mulheres das tribos e imediatamente ficaram livres da maldade imposta por Mgungula. Assim, os povos bantu cresceram por toda África.
Para homenagear o Nkisi Kitembu, o povo bantu levantou um mastro bem alto com uma bandeira branca na ponta, simbolizando a Mpemba, que quando balança com o vento indica a direção que o povo bantu deve seguir e ir ao encontro da felicidade.
Por isso o Mukixi Ntembu é considerado a grande Divindade dos povos bantu.
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“Mesmo que a árvore caia, se a raiz estiver viva, brotará”.
Kitembu é um Nkisse raro com poucos filhos. Associado com o Iroko iorubá é também visto como a Gameleira Branca, árvore sagrada. O sociólogo Reginaldo Prandi (Mitologia dos Orixás, 1998) afirma que o fato de ser um Nkisse das florestas fizeram com que seu culto diminuisse e contribuisse para a diminuição do número de seus filhos de santo.
Kitembo é irmão de Kafundegi, Katendê e Angorô. Segundo o Candomblé Bantu, Kitembo tem uma forte ligação com Kafundegi, sendo que os filhos de Kitembo e deste Nkisse se parecem. Os quatro são os (inquices monstros), filhos imperfeitos de Nzumbarandá (associada com Nanã dos iorubás) que foram depois recolhidos por NKaiala e encantados por Lembarenganga.
Kitembo representa a ancestralidade, os nossos antepassados, pais, avós, bisavós, etc., representa também o seio da natureza, a morada dos Nkisis. Desrespeitar Kitembo (a grande e suntuosa árvore) é o mesmo que desrespeitar a sua dinastia, os seus avós, o seu sangue… Kitembo representa a história do Nzó (casa), assim como do seu povo… protegendo-o sempre das tempestades.
Filhos deste Orixá são destemidos por demais e pouco amorosos, uma vez que seu elemento é o fogo. São pessoas instáveis e equlibradas, impetuosas e sensatas, frias e sonhadoras, calculistas e vulneráveis, amigos e traidores. Jamais serão subalternos, pois a instabilidade e a vulnerabilidade que rege um filho de Kitembu é a sua maior característica.
É representado por vários símbolos, sendo o mais destacado a bandeira branca presente em todas as casas de Candomblé de Angola. Esta bandeira está ligada ao tempo que os povos bantu eram nômades. Quando decidiam mudar, cultuavam ao Mukisi/Nkisi Kitembo e esperavam o vento soprar na bandeira branca para dar a direção da nova jornada. Também está ligada aos ritos de caça (a maioria dos Mukisi/Nkisi bantu caça, mesmo que por natureza não sejam caçadores).
Quando iam à caça, cada grupo se dispersava na floresta ou na savana. Para se encontrarem e não ficarem perdidos, o caçador chefe (Mutak’lamb’lunguzo/Mutak’lambô/Ngongombira), levantava a bandeira em um bambu bem alto, assim todos se reuniam e voltavam juntos para a tribo com fartura e muita alegria.
Este Nkisi está ligado ao ar, que regula a direção dos ventos, as estações do ano, as épocas do plantio e das colheitas, a reprodução animal, atuando junto das energias do sol e da lua, influenciando diretamente os dias na terra. Também está ligado ao tempo cronológico.
Kitembo é o Nkisi Rei do Candomblé de Angola. Kitembo está associado a escala do crescimento, por isso sua ferramenta é uma escada com uma lança voltada para cima, em referência ao próprio Tempo e à evolução material e espiritual. Tem muita ligação com Kavungo/Nsumbu (seu vento leva as moléstias).
Este Nkisi possui vários tipos de encantamentos que quando tratado corretamente são infalíveis na realização do atendimento dos pedidos.
Saudação: Zará Tempo; Ela Tempo; Kitembo dia banganga, talenu (vejam! a divindade do ar, atmosfera) Nzara Ndembwa – Gloria ao Tempo! Kiamboté Tat’etu Kidembu. Kiuá! Eu te saúdo nosso pai Tempo. Salve!
Elemento: Ar.
Símbolo: Gameleira branca (malemba) ou outra árvore, pois é um culto fitolátrico.
Dia da semana: Terça-feira.
Fio de contas: Branco e verde.
Roupa: Branca, verde e cinza e palhas.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
DIVISÃO DAS FOLHAS POR ORIXÁS
EXÚ
Picão, cambará, erva do diabo ou figueira do inferno, aroeira vermelha, dormideira, pimentas (quaisquer), arruda, olho de gato, carrapicho, tiririca, alfavacão, perpétua, sapê, cansanção, trombeta roxa, urtiga, maconha, branda-fogo ou folha de fogo, vassourinha ou mastruz, mamona vermelha, corredeira, coroa de cristo, cana de açúcar, arrebenta cavalo, bico de papagaio, azevinho, carurú ou bredo com espinho, tento de Exú, comigo ninguém pode, assafétida, erva de bicho, espinheiro, erva grossa, losna, hortelã pimenta, mandacaru, cacto, palmatória de Exú, pau d’alho, fortuna, patchouli, babosa, assa peixe, avinagueira, barba de diabo, fedegoso, garra de diabo ou garra de Exú ou unha de Pomba Gira, Jamelão, jurubeba, sempre viva, tinhorão roxo.
OGUM
Romã, milho, aroeira branca, akoko, alumã, visgo, sumaúma, cipó chumbo (Ogunjá), lírio do brejo, pinhão branco ou roxo, tiririca, sapê, capixaba, espada de São Jorge, lança de São Jorge, abre-caminho, guiné, guiné pipiu, cajazeiro, dendezeiro ou màriwò, babosa, oficial de sala, folhas de inhame cará, dandá da costa (capim e raiz), mangueira (principalmente espada), vence demanda ou vence tudo, peregum verde, agrião do brejo ou erva botão ou pimenta d’água), carurú sem espinho, araçá, costela de adão, eucalipto, goiabeira, espinheira santa, São Gonçalinho, alfavaquinha, beldroega, camboatá, canela de macaco, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, erva tostão, erva de bicho, língua de vaca, losna, mutamba, pé de pinto, mal me quer, coqueiro, carrapeteira.
OXÓSSI
Folhas de milho, folhas de coqueiro, murici, akoko, São Gonçalinho (principalmente os mais guerreiros), visgo, pinhão branco e roxo, carrapicho, chifre de veado, dandá da costa, sapê, taioba (principalmente Odé Inle), rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, guiné, guiné pipiu, acácia ou chuva de ouro, folhas de guaximba ou língua de galinha, jasmim manga, carqueja, jurubeba, capim limão, cordão de frade ou São Francisco, caiçara, guapo, colônia, alecrim do mato ou do campo, araçá, cajueiro, cipó caboclo, erva curraleira, espinheira santa, juremeira, nicurizeiro, erva passarinho, chapéu de couro, assa peixe, alfavaca, carurú sem espinho, cana fita, capeba, groselha, ingá, língua de vaca, peregum verde, pitanga.
OSSAIN
OBS: Apesar de todo axé das folhas, e por conseqüência, todas as folhas, pertencerem a Ossain, as folhas de fundamento do orixá e de uso mais comum para ele são:
Baunilha de nicuri ou nicurizeiro, tira teima, umbaúba branca, aroeira, akoko, cipó milomi ou jarrinha, balainho de velho, aridan (folhas e favas), pimenta da costa, cipó chumbo, bejerecum (folhas e favas), dandá da costa, andará (folhas e favas), sapê, hibisco vermelho ou branco dobrado, trombeteira, quebra-pedra, erva pombinho, mamona, rama de leite, lágrima de Nossa Senhora, erva vintém, pitangueira, jurubeba, ingá, obi, guapo, orobô, patioba, peregum (verde ou rajado), barba de São Pedro ou sene, carrapicho, erva pita, araçá, jureminha, cacau, café, carobinha, chapéu de napoleão (folhas), erva andorinha, losna, olho de boi (folhas), louro, alecrim, alfavaquinha, amendoeira, beldroega, canela de macaco, erva tostão, folhas de ficus, folhas de fumo, mal me que, língua de galinha ou guaximba.
OMOLÚ/OBALUAÊ
Pata de vaca branca, erva passarinho, sete sangrias, rabujo, sabugueiro, cipó chumbo, jenipapo, alfavaca, canela de velho, melão de São Caetano, quebra pedra, erva moura, gervão, mostarda, cipó cabeludo, transagem, juá de capote, fedegoso, maria preta, olhos de santa luzia ou marianinha, coreana, coroa de cristo, babosa, barba de velho, jequitirana, cordão de frade ou de São Francisco, vassourinha, barba de boi, erva pita, erva de Sta. Maria, carobinha, cinco chagas, copaíba, coqueiro de purga ou de catarro, erva andorinha, erva de bicho, erva grossa, pau d’alho, kitoko, velame, viuvinha, cana do brejo, alumã, beldroega vermelha, crisântemo, confrei.
OXUMARÊ
Erva passarinho, língua de galinha ou guaximba, dormideira, amendoim, folha da riqueza (fortuna ou dólar ou dinheiro em penca), jibóia, folhas de batata doce, maria preta, bananeira, vitória régia, oxibatá, tomateiro, trancinha de Oxumarê, melão de São Caetano, coqueiro de Vênus, mutamba, parietária, rama de leite, cipó milomi ou jarrinha, arrozinho, melancia, ojuorô, samambaia de poço ou pente de cobra, folhas trepadeiras, de um modo geral.
IROKO
Gameleira branca ou Iroko, abiu, barba de velho, cajueiro, colônia, jaqueira, mãe boa, cipó milomi, noz moscada, folhas de fruta pão, graviola, bananeira, mangueira, castanha do Pará, erva pita, árvores centenárias de grande porte.
XANGÔ
Fortuna, cambará, romã, umbaúba branca ou vermelha, tamarindo, jaqueira, erva de São João, alfavaca, xanan (aipim ou carurú sem espinho – para Barú), erva tostão, pimenta de macaco, carurú sem espinho ou Oyó, branda fogo ou folha de fogo, azedinha ou avinagueira, campainha, jaborandi, crista de galo, gerânio cheiroso, capim fino, flamboyant, carrapeteira, cinco chagas, capim limão, alibé de Xangô (folhas e favas), orobô, castanha do Pará, vence demanda, oxibatá vermelho, urucum, cascaveleira ou xique-xique, cajueiro, camboatá, cruzeirinho, manjerona, negra-mina, salsaparrilha, iroko ou gameleira branca, kitoko, lírio vermelho, lírio branco, elevante, aroeira, beijo vermelho, capeba, erva prata, jarrinha ou cipó milomi, malva, para-raio, panacéia, mangericão roxo, pena de Xangô.
OYÁ
Pata de vaca rosa, fedegoso, aroeira, dormideira, pinhão branco e roxo, bambú (folhas), maravilha, trombeta rosa, erva tostão, erva prata, espada de Sta. Bárbara, lança de Sta. Bárbara, branda fogo ou folha de fogo, campainha, mutamba, gerânio cheiroso, taquari, fruta pão, para-raio, flamboyant, quiabo, amora, maracujá, cinco chagas, oxibatá rosa ou vermelho, crista de galo, erva santa, jaborandi, peregum rajado, língua de vaca, umbaúba vermelha, carurú sem espinho, canela de macaco, capeba, erva passarinho, cipó milomi ou jarrinha, malva rosa, negra mina, parietária, rama de leite, taioba branca.
OXUM
Erva capitão ou abebê d’Oxum, picão, melão d’água, cipó milomi ou jarrinha, lavanda, vassourinha de relógio, pimentinha d’água ou oripepê, bem me quer, mangericão branco, melão, aguapé, elevante, hibisco, beti cheiroso ou aperta ruão, beti branco, sândalo, carurú sem espinho, cana de jardim, brilhantina, trevo de quatro folhas, mal me quer ou calêndula, erva cidreira, pata de galinha, capim fino, jambeiro rosa, erva vintém, erva doce, pitangueira, mãe boa, macassá ou catinga de mulata, girassol (pétalas), erva de Sta. Luzia, oxibatá amarelo ou branco, oriri, vassourinha d’Oxum, canela, alface, assa peixe, cabelo de Vênus, flor de ouro ou botão de orunmilá, cajueiro, cravo, dinheiro em penca, dólar, jasmim, tapete d’Oxum, poejo, colônia, lótus, melissa, flor de laranjeira, alfazema, lírio, agoniada, amor do campo, capeba, malva branca, parietária, rama de leite.
LOGUN
Combinação das folhas de Oxóssi e Oxum (verificar os caminhos para haver o equilíbrio) + Coqueiro de Vênus, chifre de veado, comigo ninguém pode verde, peregum rajado.
YEWÁ
Maravilha, batata de purga, cana de jardim ou bananeira de jardim, oxibatá lilás, tomateiro, dormideira.
OBÁ
Vitória régia, oxibatá vermelho, tangerina, rosa vermelha.
IBEJI
Sapoti, flamboyant, quiabo, cana de açúcar, maracujá, bananeira, abacaxi, araruta, poejo, uva.
IEMONJÁ
Melão d’água, coqueiro, lírio do brejo, melancia, mangericão branco, elevante, maricotinha, beti branco, beti cheiroso, erva da jurema, erva prata, carurú sem espinho, capeba, pariparoba, taioba branca, mostarda, lágrima de Nossa Senhora, salsa de praia, azedinha do brejo ou erva saracura, mãe boa, macassá, emília, pandano (Iamacimalé), oxibatá branco, vassourinha, árvore da felicidade (Iamacimalé), colônia, agrião d’água, camboatá (Iamacimalé), rosa branca, uva, verbena, umbaúba branca, algas, panacéia, alfazema, macela, aguapé, condessa, dandá do brejo, malva branca, papo de peru, rama de leite, araçá da praia.
NANÃ
Pata de vaca branca ou rosa ou lilás, erva passarinho, espelina falsa, língua de galinha ou guaximba, taioba, aguapé, melão de São Caetano, baronesa ou jacinto d’água, mostarda, cipó cabeludo, maria preta, balaio de velho, marianinha, xaxim, azedinha do brejo, mãe boa, batatinha, guacuri, oxibatá lilás, arnica do campo, manacá, quaresmeira, viuvinha, umbaúba branca e roxa, vassourinha, alfavaca roxa, avenca, broto de feijão, cana do brejo, capeba, cipreste, cipó milomi ou jarrinha, macaé, rama de leite.
OXALÁ
Fortuna, coqueiro, tamarindo, dama da noite, trombeta branca, oripepê, manjericão branco, erva de bicho ou folha de igbi, guando, boldo ou tapete d’Oxalá, beti branco, beti cheiroso ou aperta ruão, erva prata, mamona branca, brilhantina, parietária, mutamba, lágrima de Nossa Senhora, beldroega, trevo de quatro folhas, algodão, alecrim, fruta pão, mamoeiro, cabaceira, graviola, dendezeiro, salvia, língua de galinha ou guaximba, erva vintém, azedinha do brejo, gameleira branca, folha de inhame cará, macaé, cinco chagas, ingá, macassá, saião, emília, bananeira, guapo, língua de vaca, oxibatá branco, oriri, chapéu de couro, carurú sem espinho, cana do brejo, amendoeira, bálsamo, espinheira santa, benjoim, erva doce, colônia, lírio branco, jasmim ou junquilho, mirra, noz moscada, pixurin, uva verde, maria sem vergonha branca, oliveira, elevante, beldroega, louro, malva branca, paineira.
PRINCIPAIS ERVAS E SUAS CARACTERÍSTICAS (entre parênteses, nome africano):
Pata de vaca (ABÀFÈ)
Orixás: Omolú/Obaluaê (branca), Nanã (branca, rosa e lilás) e Oyá (rosa)
Elementos: terra/feminina/gùn
Terapêutica: a branca é usada no combate ao diabetes, afecções renais e elefantíase.
Folha de Fortuna (ÀBÁMODÁ)
Orixás: Exú, Oxalá, Xangô e orixás fun fun.
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: refrigerante, diurética e sedativa. Combate cefaléias, nevralgias, dor de dente, coqueluche e afecções das vias respiratórias. Eficiente contra as doenças de pele, feridas purulentas, furúnculos, úlceras e dermatoses.
Nicurizeiro ou Baunilha de Nicuri (ÀBÀRÁ ÒKÉ)
Orixás: Ossain
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: abalos do sistema nervoso, histeria, hipocondria, melancolia, convulsões, coqueluches, tosses rebeldes.
Erva Capitão (ABÈBÈ ÒSUN)
Orixás: Oxum
Elementos: água, feminino/èrò
Terapêutica: com as raízes – afecções do baço, fígado, intestinos, diarréias, reumatismo e sífilis. Com toda a planta, em uso externo – elimina sardas e manchas de pele (emplastros). Das folhas c/leite, faz-se um calmante leve e tônico cerebral.
Picão (ABÉRÉ)
Orixás: Exú (em pó ou para feitiços) e Oxum
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: chá – hepatite, febres, males do fígado, rins e bexiga.
Cambará (ÁBITÓLÁ)
Orixás: Exú e Xangô
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: infusão – doenças respiratórias, tosses, bronquites, rouquidão e resfriados.
Erva Passarinho (ÀFÒMÓN)
Orixás: Oxóssi, Omolú/Obaluaê, Nanã, Oxumarê
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: chás – gripes, resfriados, pneumonias e bronquites.
Romã (ÀGBÀ)
Orixás: Xangô e Ogum
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: Chá da casca – gargarejos p/garganta. Xarope do fruto – amidalites, afecções urinárias, gastrites, cólicas intestinais, hemorróidas.
Milho (ÀGBÀDÓ)
Orixás: Ogum e Oxóssi
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: o cabelo – problemas renais.
Umbaúba (ÀGBAÓ)
Orixás: Branca – Iemonjá, Ossain e Nanã; Roxa – Xangô, Oyá e Nanã
Elementos: terra/feminino/èrò
Terapêutica: frutos: asma e bronquites – chá das folhas: hipertensão, doenças respiratórias, cardíacas, renais e diabetes.
Melão d’Água (AGBÉIE)
Orixás: Iemonjá e Oxum
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: para mulheres com dificuldades de engravidar.
Fedegoso (ÀGBÒLÀ)
Orixás: Exú, Oyá e Omolú
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Coqueiro (ÀGBON)
Orixás: Ogum, Oxóssi, Iemonjá e Oxalá
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: água de coco – contra desidratação, problemas intestinais, náuseas, vômitos e enjôos de gravidez.
Tamarindo (ÀJÀGBAÓ)
Orixás: Xangô e Oxalá
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: higiene bucal (folhas maceradas) - dor de dentes (chá) – digestivo e laxante (polpa do fruto) – as folhas debaixo do travesseiro proporcionam sono tranqüilo aos agitados e insones.
Aroeira (ÀJÓBI)
Orixás: Ogum, Oxóssi, Xangô e Ossain
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: anti-reumático, bronquites, feridas, tumores, inflamações, corrimentos, diarréias e gastrites.
Acocô (AKÓKO)
Orixás: Ossain, Ogum, Oxóssi
Elementos: terra/masculino/ èrò
Terapêutica: desconhecida
Cipó Milomi ou Jarrinha (AKONIJÈ)
(É uma das folhas do orô da “voz” do orixá)
Orixás: Ossain, Oxum, Nanã, Iemonjá, etc.
Elementos: terra/feminino/èrò
Terapêutica: antídotos p/veneno de cobra, abortivo
São Gonçalinho (ALÉKÈSÌ)
Orixás: Ogum e Oxóssi
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: chá – calmante, depurativo, antiinflamatório e analgésico. Macerado – uso externo: picadas de cobra e de insetos.
Dama da Noite (ÀLÚKERÉSÉ)
Orixás: Oxalá
Elementos: ar/feminino/èrò
Terapêutica: em banhos – reumatismo e inflamações cutâneas.
Boldo Paulista ou Alumã (ÀLÚMÓN)
Orixás: Ogum
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: sumo: enjôos provocados por má digestão ou problemas hepáticos.
Língua de Galinha ou Guaximba (ÀLÙPÀYÍDÀ)
Orixás: Ogum, Oxumarê e Nanã
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Sete Sangrias (ÀMÙ)
Orixás: Omolú e Nanã
Elementos: terra/feminino/gùn
Terapêutica: arteriosclerose, hipertensão, palpitações cardíacas, inflamações da mucosa intestinal, doenças venéreas e afecções de pele.
Balainho de Velho (AMÚNIMÚYÈ)
(É uma das folhas que “tiram a consciência” do iaô e facilitam o transe)
Orixás: Ossain
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: desconhecida
Dormideira ou Sensitiva (ÁPÉJÈ)
(É uma das folhas que “tiram a consciência” do iaô e facilitam o transe)
Orixás: Exú, Oyá, Oxumarê (Frekwen) e Yewá
Elementos: fogo/masculino/èrò
Terapêutica: chá: fígado, flatulência, dores de cabeça de origem digestiva e purgativo – gargarejo: alivia dores de dente.
Erva de São João (ÀRÚNSÁNSÁN)
Orixás: Xangô
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: cólicas intestinais provocadas por aerofagia, diarréias, reumatismo, artrose, antidepressivo, antiinflamatório, analgésico e cicatrizante.
Alfazema ou Lavanda (ÀRÙSÒ)
Orixás: Oxum e Iemonjá
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: febres infantis.
Vassourinha de Relógio (ÀSARÁGOGO)
Orixás: Oxum
Elementos: água/feminino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Malva Branca (ÀSIKÙTÀ ou EFIN)
Orixás: Oxalá, Iemonjá, Oxum e Oxóssi (Inle)
Elementos: ar/feminino/èrò
Terapêutica: emoliente, contra picadas de vespas.
Sabugueiro (ÀTÒRÌNÀ)
Orixás: Omolú
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: chá: afecções bronco-pulmonares, excitante, sudorífero, febrífugo, combate gripes, resfriados, anginas, inflamações de pele, furúnculos, queimaduras e erisipelas.
Cipó Chumbo (AWÓ PUPÁ)
Orixás: Ossain, Omolú, Ogum (Ogunjá), Nanã
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: afecções pulmonares, gripes e resfriados fortes, anginas, faringites e amidalites. Reduzido a pó é aplicado em úlceras e feridas como cicatrizante (uso externo).
Taioba (BÀLÁ)
Orixás: Oxum e Nanã
Elementos: água/feminino/gùn
Terapêutica: cicatrizante de feridas e úlceras, usado externamente.
Oripepê ou Pimenta d’água (AWÙRÉPÉPÉ)
(É uma das folhas do orô da “voz” do orixá)
Orixás: Exú (flores), Oxum e Oxalá (folhas)
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: folhas: escorbuto, anemia e dispepsia – extrato das flores: dores de dente – xarope das folhas: expectorante infantil
Lírio Branco ou Lírio do Brejo (BALABÁ)
Orixás: Iemonjá, Oxum, Ogum e Oxalá
Elementos: água/masculino/èrò
Terapêutica: raízes: anti-reumático e purgativo.
Pimenta de Macaco ou Canela de Macaco ou Erva Biriba ou Bejerecum (BEJEREKUN)
Orixás: Ossain
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: estimulante, combate flatulência, antiinflamatório.
Pinhão Branco (BÒTUJÉ FUNFUN)
Orixás: Ogum, Oxóssi, Oyá e Xangô
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: suco viscoso dos galhos: hemostático e coagulante, cura feridas.
Pinhão Roxo (BÒTUJÉ PUPÁ)
Orixás: Oyá e Xangô
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: a mesma do pinhão branco.
Jenipapo (BUJÈ)
Orixás: Omolú
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: fruto: digestivo, diurético e afrodisíaco – casca do tronco: anemia, crescimento exagerado do fígado e do baço.
Carrapicho (DÁGUNRÓ)
Orixás: Exú, Ogum, Oxóssi, Ossain, Oxum
Elementos: terra/feminino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Dandá da Costa ou Tiririca (DANDÀ)
Orixás: Ogum, Oxóssi, Ossain, Oxumarê e Nanã
Elementos: água/masculino/èrò
Terapêutica: desconhecida
Alfavaca (EFÍNFÍN)
Orixás: Exú (a roxa), Xangô, Omolú e Oxalá
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: diurético, anti-séptico, calmante, azias, tosses, gripes e resfriados leves, temperos de comida.
Manjericão Branco (EFÍNRÍN ou EFÍNRÍN KÊKERÊ)
Orixás: Oxum, Iemonjá e Oxalá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: gases, cólicas intestinais, diarréias, afecções das vias urinárias e/ou respiratórias, gengivites, amidalites, faringites, estomatites, aftas e tempero de comida.
Manjericão Roxo (EFÍNRIN PUPÁ)
Orixás: Xangô (Ayrá), Oyá e Oxoguiã
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: a mesma do manjericão branco.
Aguapé (EJÀ OMODÉ)
Orixás: Oxum, Iemonjá e Nanã
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: desconhecida
Melão de São Caetano (EJÌNRÌN)
Orixás: Oxumarê, Omolú, Yewá e Nanã
Elementos: terra/feminino/gùn
Terapêutica: preventivo de gripes e febres (pequenas quantidades de chá fraco), leucorréia, cólicas de vermes ou menstruais (chá). Pomada supurativa das sementes. A planta toda é purgativa, ajuda contra hemorróidas e diabetes e é abortiva.
Maravilha (ÈKÈLÈYÍ)
Orixás: Oyá e Yewá
Elementos: ar/feminino/èrò
Terapêutica: sardas, dores de ouvido, cólicas abdominais, diarréias, disenteria, leucorréia e sífilis.
Elevante ou Levante ou Alevante (ERÉ TUNTÚN)
Orixás: Oxum, Iemonjá e Oxalá
Elementos: água/feminino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Erva de Bicho ou Folha de Igbi (ERÓ IGBIN)
Orixás: Omolú e Oxalá
Elementos: água/masculino/èrò
Terapêutica: inchações e picadas de insetos.
Erva Tostão (ÉTINPÓNLÁ)
Orixás: Xangô e Oyá
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: raízes c/vinho: diurético e regularizador renal e hepático.
Maricotinha (ETÍTÁRÉ)
Orixás: Iemonjá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: inflamações oculares, dores de ouvido, afecções de bexiga, uretra ou rins, febres, expectorante suave, diurético e antidiabético.
Guando (ÈWÁ IGBÓ)
Orixás: Oxalá
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: afecções urinárias, intoxicações, faringites, estomatites, gengivites, dor de dente, afecções hepáticas e pulmonares.
Folha da Riqueza ou Erva Periquito (EWÉ AJÉ)
Orixás: Oxumarê e Iemonjá
Elementos: água/masculino/gùn
Terapêutica: diurético.
Boldo ou Tapete d’Oxalá (EWÉ BABÁ)
Orixás: Oxalá
Elementos: ar/feminino/èrò
Terapêutica: fígado, rins e estomago.
Quebra Pedra (EWÉ BÍYEMI)
Orixás: Omolú
Elementos: terra/feminino/gùn
Terapêutica: cálculos renais.
Erva Pombinha ou Andorinha (EWÉ BOJUTÒNA)
Orixás: Ossain e Oxumarê
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: vaso dilatador, hepatite B, diurético, eliminador de glicose e ácido úrico, cálculos renais e icterícia.
Beti Branco (EWÉ BEYÍ FUNFUN)
Orixás: Iemonjá, Oxalá e todos os orixás fun fun.
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: diurético e cicatrizante.
Jibóia (EWÉ DAN)
Orixás: Oxumarê
Elementos: ar/feminino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Erva Prata (EWÉ DÍGÍ)
Orixás: Oyá, Iemonjá e Oxalá
Elementos: ar/masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Erva Moura ou Maria Preta (EWÉ ÈGÙNMÒ)
Orixás: Omolú
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica:emoliente, calmante, para lavagem de chagas e erupções cutâneas, reumatismo e caspa.
Carurú ou Bredo s/Espinho (TÈTÈ)
Orixás: todos
Elementos: terra/feminino/èrò
Terapêutica: escorbuto, cortes, feridas, males do fígado, afecções urinárias, cistite, retenção de urina. As flores ajudam a curar tosses rebeldes.
Branda Fogo ou Folha de Fogo (EWÉ INÓN ou INÁN)
Orixás: Exú, Xangô e Oyá
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: palpitações cardíacas, afecções urinárias e genitais, sífilis, erupções cutâneas, feridas, coceiras, moléstias de pele.
Abre Caminho (EWÉ LOROGÚN)
Orixás: Ogum
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Parietária (EWÉ MONÁN)
Orixás: Oyá e Oxalá
Elementos: ar/feminino/èrò
Terapêutica: irritações e inflamações urinárias, cicatrizante e doenças de pele.
Transagem (EWÉ ÒPÁ)
Orixás: Omolú, Oxumarê e Nanã
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: adstringente, contra febres, otites e incontinência urinária, dor de dentes, depurativo sanguíneo, inflamações uterinas.
Algodão (EWÉ ÒWÚ)
Orixás: Oxalá
Elementos: ar/feminino/gùn
Terapêutica: desordens menstruais ou pós-parto, inflamações e dores uterinas, aumentar o leite materno.
Alecrim (EWÉRÉ)
Orixás: Oxóssi e Oxalá
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: má digestão, gases, reumatismo, encefalia e tempero de comida.
Corredeira (FALÁKALÁ)
Orixás: Exú
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: inflamações oculares.
Fruta Pão (GBÈRÈFÚTÚ)
(é uma das folhas utilizadas para se tirar “mão de Vumbi”)
Orixás: Iroko/Tempo e Oxalá
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: folhas: diarréias – raiz: vermífugo – fruto: tumores e furúnculos.
Salsa de Praia (GBÒRÒ AYABÀ)
Orixás: Iemonjá e Olokun
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica:reumatismo, nevralgias, catarro crônico e blenorragia.
Para Raio (IGÍ MÉSÀN)
Orixás: Oyá e Xangô
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: folhas: abortivo, laxante, estimulante intestinal – frutos: hemorróidas, vermes – lenho: feridas, erisipelas e doenças de pele.
Dendezeiro (MÀRÌWÓ ou IGI ÒPÈ)
Orixás: Ogum e Oxalá
Elementos: ar/masculino/gùn
Terapêutica: azeite: externamente, contra angina, erisipela e filariose. Internamente, contra dores de cabeça e cólicas abdominais (quantidades mínimas).
Salvia (IKIRIWÍ)
Orixás: Oxalá
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: chá: gripes e resfriados, febres, afecções leves do estomago, vômitos, escorbuto, corrimentos purulentos da uretra, cólicas menstruais, debilidades sexuais, antiabortivo, antidiabético e regulador da pressão.
Erva Vintém (ILERÍN ou OKÓWÓ)
Orixás: Ossain, Oxum e Oxalá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: desconhecida.
Erva de Santa Maria (IMI IYÍN)
Orixás: Omolú
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: aerofagia, afecções pulmonares, vermes, insetívoro (pulgas, percevejos, etc.).
Gameleira Branca ou Irôco (ÌRÓKÒ)
Orixás: Iroko/Tempo, Xangô e Oxalá
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: sumo dos galhos: expulsa lombrigas, é depurativo, contra sífilis e reumatismo.
Barba de Velho (IRÙNGBÒN)
Orixás: Omolú
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: abscessos, hemorróidas, reumatismo.
Pitanga (ÍTÀ)
Orixás: Oxum
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: adstringente, anti-reumático, diarréias e febres infantis, gripes e resfriados, tosses.
Mãe Boa (ÌYÁBEYÍN)
Orixás: Oxum, Iemonjá e Nanã
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: reposição de proteínas.
Aperta Ruão (ÌYÈYÈ)
Orixás: Oxum e Oxalá
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: gravidez difícil, problemas uterinos, feridas crônicas, blenorragias crônicas, cistites, diarréias, diurético.
Arrebenta Cavalo (KANAN-KANAN ou EWÉ BÓBO)
Orixás: Exú
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: afecções urinárias, renais ou hepáticas, febres, dores na coluna, abscessos, furúnculos, inflamações e manchas na pele.
Carqueja (KÀNÉRÌ)
Orixás: Oxóssi
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: males do estomago.
Jurubeba (KISIKISI ou IGBÁ IGÚN ou IGBÁ ÀJÀ)
Orixás: Oxóssi e Ossain
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: garrafadas fortificantes, icterícias, moléstias do fígado, rins e baço.
Catinga de Mulata ou Macassá (MAKASÀ)
Orixás: Oxum, Iemonjá e Oxalá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: banhos contra febre infantil.
Cordão de Frade ou Cordão de São Francisco (MOBORÒ)
Orixás: Oxóssi e Omolú
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: dores nevrálgicas, reumatismo, problemas de estomago, asma, problemas urinários, hemorragias uterinas, relaxante da musculatura lisa. Em excesso é abortivo.
Saião ou Folha da Costa (ÒDÚNDÚN)
Orixás: Oxalá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: doenças pulmonares, alivia dores e inchaços, cicatrizante, úlceras e distúrbios estomacais.
Guapo (ÒJÈ DÚDÚ)
Orixás: Oxóssi, Ossain e Oxalá
Elementos: ar/feminino/gùn
Terapêutica: calmante, cicatrizante, gripes e resfriados, doenças pulmonares, reumatismo, nevralgias. Deve ser evitado pelos cardíacos.
Erva de Santa Luzia (OJÚORÓ)
Orixás: Oxum
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: amadurecer abscessos, asma, doenças de pele, inflamações oculares.
Samambaia de Poço ou Pente de Cobra (ÒMUN)
Orixás: Oxumarê
Elementos: água/masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Vence Demanda ou Vence Tudo (OSÈ OBÁ)
Orixás: Ogum e Xangô
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Oxibatá (ÒSÍBÀTÀ)
(É usada para conter e tranqüilizar sexualmente o iaô no roncó e para tirar mão de “Vumbi”)
Orixás: Oxalá e Iemonjá (branca), Oxum (amarelo), Oyá, Obá e Yewá (rosa), Nanã (lilás)
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: afrodisíaco, abortivo, disenterias, diarréias, moléstias da pele.
Pau d’Água ou Pau d’Alho ou Peregum ou Coqueiro de Vênus (PÈRÈGÚN)
Orixás: Verde: Ogum e Ossain. Rajado: Oxumarê, Ossain e Logun.
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: maceradas, em banhos ou compressas para reumatismo.
Oriri (RIN-RIN)
Orixás: Oxum e Oxalá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: irritações e inflamações oculares e suave tônico cardíaco.
Chapéu de Couro (SÉSÉRÉ)
Orixás: Oxóssi e Oxalá
Elementos: água/feminino/gùn
Terapêutica: diurético, inflamações renais e na garganta, ulcerações de pele.
Arnica (TAMANDÍ)
Orixás: Nanã
Elementos: água/feminino/gùn
Terapêutica: doenças de estomago, tombos e quedas (alivia os hematomas).
Cana do Brejo (TÈTÈRÈGÙN)
Orixás: Oxalá
Elementos: ar/masculino/gùn
Terapêutica: doenças renais.
Colônia (TÓTÓ)
Orixás: Oxum, Oxalá, Ogum, Oxóssi e Iemonjá
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: infusão das flores: acalma medos e histerias – folhas: sedativo, enxaquecas (emplastro), dores de cabeça (no álcool) – chá: hipertensão, palpitações cardíacas, sedativo leve.
Amendoeira
Orixás: Oxalá
Elementos: ar/feminino/èrò
Terapêutica: macerada em álcool: bursites, tendinites, dores reumáticas e musculares e sacudimentos e purificação de pessoas com problemas mentais.
Assa Peixe
Orixás: Oxóssi e Oxum
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: bronquites, pneumonias, gripes, tosses rebeldes, afecções respiratórias.
Camboatá
Orixás: Oyá, Xangô, Iemonjá (Iamacimalé)
Elementos: ar/feminino/gùn
Terapêutica: casca em chá: asma e tosses convulsivas.
Canela de Velho
Orixás: omolú
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: perturbações digestivas e menstruais.
Carobinha
Orixás: Ossain e Omolú
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: afecções de pele, vias urinárias e doenças venéreas
Cipó Caboclo
Orixás: Oxóssi
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: banhos: linfatites crônicas, edemas e elefantíase.
Costela de Adão
Orixás: Ogum (Ogunjá)
Elementos: terra/feminino/èrò
Terapêutica: desconhecida
Coqueiro de Purga ou Coquinho de Catarro
Orixás: Omolú
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: purgativo, sífilis, inflamações, inchações, febres, problemas menstruais.
Erva Curraleira ou Cânfora
Orixás: Oxóssi
Elementos: água/masculino/èrò
Terapêutica: depurativo, doenças venéreas, ulcerações e erupções de pele, dermatoses.
Espinheira Santa
Orixás: Oxóssi e Oxalá
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: estômago e intestino.
Erva Grossa ou Fumo Bravo
Orixás: Exú e Omolú
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: bronquites, gripes fortes e febres intermitentes.
Jaborandi
Orixás: Oyá e Xangô
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: queda de cabelo
Manacá
Orixás: Nanã
Elementos: terra/feminino/èrò
Terapêutica: anti-reumático, abortivo, anti-sifilítico, depurativo, purgativo e diurético.
Manjerona
Orixás: Xangô
Elementos: terra/feminino/gùn
Terapêutica: estimulante do apetite, digestivo, cólicas, flatulência e afrodisíaco.
Negra-Mina ou Nega Mina
Orixás: Xangô
Elementos: fogo/masculino/èrò
Terapêutica: estimulante, reumatismo, cólicas, nevralgias, tosses.
Quaresmeira
Orixás: Nanã
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida.
Pimenta (ÁTÁARÉ)
Orixás: Exú e Ossain
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: tempero de comidas.
Perpétua (ÈKÈLEGBARA)
Orixás: Exú
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: males respiratórios, febres, tosses.
Cansanção (ÈSÌSÌ)
Orixás: Exú e Xorokê
Elementos: fogo/feminino/gùn
Terapêutica: em compressas: alívio das dores de queimaduras e contusões – chá: catarro das visa respiratórias, menstruação irregular, hemorragias, leucorréia, escrofulose e hemoptises.
Urtiga (EWE KANAN)
Orixás: Exú
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: erisipela (a seiva do caule). As folhas provocam queimaduras que se transformam em ulcerações.
Mamona Branca (EWE LÁRÀ FUNFUN)
Orixás: Oxalá
Elementos: Ar/feminino/èrò
Terapêutica: água das folhas cozidas com sal: inchaços nos pés – sementes: óleo de rícino, que é purgativo e indicado para prisão de ventre.
Tento ou Olho de Exú (WÉRÉNJÉJÉ)
Orixás: Exú
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: doenças dos olhos (em quantidades mínimas do pó das sementes) – das folhas e raízes maceradas: afecções urinárias, pulmonares e do ventre.
Patchouli
Orixás: Exú e Oxum
Elementos: água/feminino/gùn
Terapêutica: desconhecida.
Mangueira (ÒRÓ ÒYÌNBÓ)
Orixás: Ogum e Iroko/Tempo
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: folhas: bronquite asmática, estomatite, gengivite e contusões – chá do lenho: leucorréia e diarréia.
Língua de Vaca (EWE GBÚRE OSUN ou SANA)
Orixás: Xangô (Barú) e Oxum
Elementos: ar/masculino/èrò
Terapêutica: complemento alimentar
Rama de Leite (EWE OGBÓ)
(É uma das folhas que “tiram a consciência” da iaô e facilitam o transe)
Orixás: Oxóssi, Ossain
Elementos: terra/masculino/èrò
Terapêutica: epilepsia
Aridan (ÀRÌDAN)
Orixás: Ossain
Elementos: terra/masculino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Noz de Cola (OBÌ)
Orixás: Ossain e Oxalá
Elementos: ar/feminino/èrò
Terapêutica: tônico para o coração, reconstituinte e estimulante do sistema nervoso.
Orobô (ORÓGBÓ)
Orixás: Ossain, Xangô
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: bronquites
Carrapeteira (ÌPÈSÁN)
Orixás: Xangô
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: combate febres, tosses, gota, afecções sifilíticas e conjuntivite. Em doses elevadas, é abortiva.
Barba de Boi ou Malva Rasteira (TÓ)
Orixás: Omolú
Elementos: terra/feminino/èrò
Terapêutica: desconhecida
Batata Doce (EWE KÚKÚNDÙNKÚ ou EWE ORÍ)
Orixás: Oxumarê
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: folhas: emolientes. Cozidas servem para tumores e inflamações na boca e na garganta usadas em gargarejo – tubérculo (raiz): alimentação.
Jaqueira (APÁÒKÁ)
Orixás: Xangô, Iroko/Tempo/Oxumarê
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: estimulante, antidiarréico, antitussígeno e expectorante.
Flamboyant (IGI ÒGUN BÈRÈKÈ)
Orixás: Xangô, Oyá e Ibeji
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: lenho das vagens em chá: hipertensão, palpitações cardíacas e sedativo suave.
Bem-Me-Quer (BÁNJÓKÓ)
Orixás: Oxum
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: desconhecida.
Chifre de Veado (DÁGUNRÓ)
Orixás: Oxóssi e Logun
Elementos: terra/feminino/gùn
Terapêutica: desconhecida
Cana ou Bananeira de Jardim (EWE ÌDÒ)
Orixás: Oxum e Yewá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: expectorante, diurético, vomitivo e abortivo.
Vitória Régia (EWE OMÍ OJÚ)
Orixás: Obá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica:desconhecida
Sapoti (NEKIGBÉ)
Orixás: Ibeji
Elementos: fogo/masculino/gùn
Terapêutica: frutos: contra desnutrição – sementes trituradas: afecções renais – casca do tronco em decocto: diarréias, verminoses e febre.
Poejo
Orixás: Oxum e Ibeji
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: gripes, catarro infantil, excitante, gases, cólicas intestinais infantis, falta de menstruação e dores histéricas.
Capeba (EWE IYÁ)
Orixás: Iemonjá
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: estimulante, diurético, afecções das vias renais, febres, gastrites, debilidades orgânicas, furúnculos, abscessos, prisão de ventre, ingurgitamento do fígado e baço, ulcerações sifilíticas, hemorróidas e reumatismo.
Baronesa ou Jacinto d’Água (ERESÍ MOMIN PALA)
Orixás: Nanã
Elementos: água/feminino/èrò
Terapêutica: desconhecida.
Noz Moscada
Orixás: Oxalá
Elementos: Ar/feminino/èrò
Terapêutica: estimulante gástrico, afrodisíaco e tempero de comidas.
Pixurim
Orixás: Oxalá
Elementos: ar/masculino/gùn
Terapêutica: dispepsias, problemas gástricos, cólicas, diarréias e picadas de insetos.
terça-feira, 31 de maio de 2016
UAFU-ZA-KUIZA (ANGOLA) / ABIKU (YORUBAS)
UAFU-ZA-KUIZA (ANGOLA)
Termo que pode ser traduzido como o “ Vaivém da morte” correspondendo com algumas diferenças ao conceito de ABIKU dos yorubás.
Inúmeras crendices absurdas foram criadas a esse respeito, sofrendo uma adaptação no absoluto desconhecimento de sua fundamentação original sendo comum encontrar-mos pessoas que afirmam convictamente, serem UAFU-ZA-KUIZA ou ABIKU, como queiram dizer.
Para ilustrar essa ignorância, criaram em torno do fenômeno histórias como as que seguem:
1) A mãe da pessoa morre no parto
2) A mãe durante a gravidez, foi submetida a uma iniciação
3) O Uafu-Za-Kuiza é sempre o caçula
4) Quando nasce gêmeos e um morre
5) Uafu-Za-Kuiza é a Divindade da pessoa
Aí está relacionado um monte de bobagens e mentiras que merecem ser paradas por nós, nos próximos tempos, para evitar que as vítimas continuem a viver erroneamente, descrevo a seguir o verdadeiro conceito sobre o assunto, fundamentado em muitas etnias bantu, para a maioria dos povos africanos, os filhos representam o maior tesouro que o homem pode adquirir em sua passagem pela Terra, assim sendo, o fenômeno Uafu-Za-Kuiza, tanto quanto o Abiku para os Yorubás, são considerados como verdadeiras maldições nas medidas em que privam o ser humano de adquirir uma prole. Estes povos crêem na imortalidade do espírito e acreditam na reencarnação de forma um tanto quanto diferenciada da filosofia adotada pelas culturas orientais.
Enquanto os yorubás visualizam a reencarnação dos espíritos das pessoas mortas em qualquer idade, para os nativos Bantu (Ngola-Kongo), somente os espíritos infantis podem reencarnar, mantendo a crença de que só se reencarnarão em uma pessoa de sua própria família, como explicarei adiante.
O terrível e insondável enigma do destino da alma depois da morte tem preocupado e continua a preocupar os homens de todas as raças, desde a existência dos primeiros seres humanos sobre a Terra, para os nativos de Ngola e Kongo, como para a maior parte dos povos bantu, a alma é o duo do homem, um ser de essência diferente, como KULUNJI (inteligência) que encarna KU MUKUTU ( no corpo).
Este nasce, morre e apodrece, enquanto o primeiro deixa o segundo no momento de expirar, é o MUIKUA (hálito quente), que se situa no sangue que está no coração e nos pulmões, órgãos motores e principais.
Saído do corpo, o MUIKUA (hálito quente), a fim de se dirigir ao seu criador, tomo o caminho, através de ribeiros e rios, que o conduzirá a SANZALA KASEMBE DIÁ NZAMBI ( Aldeia Encantada de Deus ), tratando-se do MUIKUA de qualquer criança, este será devolvido pelo NZAMBI (Deus) a fim de reencarnar de novo, no ventre da mãe ou de qualquer outra mulher da família que lhe seja destinada.
NZAMBI (Deus) pouco se importa com a vida boa ou má dos homens sobre a Terra, mas é ele quem fixa a sua existência no mundo dos vivos e o momento em que devem morrer, isto é, deixar a vida terrena para irem prestar-lhes contas do que aqui fizeram.
Todos os que tem MUXIMA PUEMA (bom coração), seja qual for a sua condição, ficarão na SANZALA KASEMBE DIÁ NZAMBI (Aldeia encantada de Deus), ali vivendo segundo a condição que tinham em vida, assim um chefe será sempre um chefe, mesmo depois da morte.
Os que tem MUXIMA UAIBA (mau coração), entre os quais os suicidas, os assassinos, etc. jamais terão entrada na SANZALA KASEMBE DIÁ NZAMBI (aldeia encantada de Deus), porque estes os devolverá ao nosso mundo para sofrerem determinadas punições.
Estes espíritos, sem forças para encarnarem em seres humanos, serão transformados em espíritos malignos.
Outros, serão condenados a viverem em qualquer animal irracional sendo que, uma vez nascidos, viverão na mesma espécie eternamente em sucessivas reencarnações.
Há porém, alguns deles que, por não se conformarem com tal destino se integram a DIANDA (sociedade) de UAFU-ZA-KUIZ (Abiku dos yorubás).
Integrando-se nesta sociedade, os espíritos UAFU-ZA-KUIZA, também conhecido como UFUNJE, estabelecem um pacto com MULUNGI MUJIMU (ventre ruim), condicionando sua permanência a determinada exigência da líder.
Após o pacto formalizado, espíritos, ficam determinados a provocarem as mortes das crianças em que estejam encarnados, ou seja, provocam seus próprios abortos, fazendo com que as mulheres por eles possuídas tenham um ventre ruim, segundo a tradição, estes espíritos têm o mesmo tamanho de um recém-nascido, com o corpo de homem, costumam se reunir em MPAKU (toca) de determinadas árvores, situadas em caminhos que levam as aldeias, a passagem de uma mulher de corpo aberto, ou seja, em fase de menstruação, é por ele esperadas e, através da abertura, instala-se em seu útero e aguarda ali que ocorra a fecundação, alojando-se no embrião, dando início a encarnação que, com certeza, será interrompida antes de completar os nove meses de gestação.
A circunstância de sucessivos abortos faz com que, os casais procure o NGANGA-A-NGOMBO (Adivinhador), contactada a presença de um UAFU-ZA-KUIZA, a mulher atingida, será encaminhada a um KIMBANDA (Curandeiro/Feiticeiro) especialista no MUSAXI, culto específico a UAFU-ZA-KUIZA, em companhia do KIMBANDA MUSAXI e do NGANGA-A-NGOMBO, a mulher é submetida a uma série de procedimentos ritualísticos que visam garantir o nascimento de seu próximo filho, não por intermédio da expulsão do espírito alojado em seu útero, mas através de concordância em nascer e continuar vivendo no corpo gerado.
Para fixar esse espírito e garantir o nascimento da criança, o KIMBANDA MUSAXI, auxiliado pelos TUPELE divinatórios do NGANGA-A-NGOMBO, através de rituais precisos, saberá o dia em que ele deveria morrer, dando-lhe um nome sugestivo de permanência aqui na Terra, nome este que renega a morte, e o que é principal, quebra a KIJILA (abstenção) deste UAFU-ZA-KUIZA, ou seja, formaliza um novo pacto, cortando definitivamente, sua ligação com a líder MULUNGI MUJIMU (ventre ruim).
O novo pacto formalizado, consiste em dar forças ao espírito, que reencarnado no embrião, nascerá como qualquer criança e viverá no período correspondente a média normal de vida humana.
Ao nascer, a criança é submetida a outros rituais, coloca-se em seus tornozelos TUELELE (tira de pele com pequenas campânulas metálicas) e, uma pequena incisão é feita em seu corpo, sendo através dela introduzido o MAFU (pó sagrado) este mesmo pó é colocado dentro de um amuleto denominado de KAPURI que será pendurado no pescoço da criança e usado até a idade em que possa atender a voz de comando de seus pais, ou até nascer um irmão.
Este espírito que no passado não alcançou o reino de NZAMBI (Deus), terá uma nova chance de ser eleito, se fizer por merecer.
Do contrário estará perdido, transmigrará para qualquer animal em gestação onde viverá eternamente em sucessivas reencarnações, ou será devorado por MULUNGI MUJIMU (ventre ruim) que, com certeza, cobrará pelo rompimento do pacto com ela estabelecido.
Esta criança após ter sido tratada e tiver que ingressar no caminho do NKISI terá que se submeter a toda iniciação como qualquer outra pessoa, ou seja, será raspado e no futuro poderá assim iniciar outras pessoas.
ABIKU (KETU)
Sucessivos abortos numa mesma mulher, partos seguidos da morte da criança recém nascida, morte de crianças ou jovens, repentinas e associadas a estágios significativos de vida, tais como mudanças nas fases de crescimento, aniversários, casamento ou nascimento do primeiro filho, são identificados como acontecimentos ligados aos Àbíkú.
O que é “Àbíkú”?
A tradução literal é “nascido para morrer” (a bi ku) ou “o parimos e ele morreu” (a bi o ku), designando crianças ou jovens que morrem antes de seus pais. Há, assim, dois tipos de Àbíkú: o primeiro, Àbíkú – omode, designando crianças e o segundo, Àbíkú – Agba, referindo-se a jovens ou adultos que morrem, via de regra, em momentos significativos de suas vidas e sempre antes dos pais, apresentando nisso uma alteração da ordem natural que socialmente é aceita e entendida como: aqueles que chegaram ao Aiyé (mundo físico) primeiro, voltam primeiro ao Orún (mundo espiritual). Nessa questão, além da lógica natural, está presente a garantia da continuidade no Aiyé e a certeza da lembrança e do culto ao ancestral que deixa descendentes que recontarão sua história ao longo dos tempos, garantindo sua “sobrevivência” na comunidade.
No Orún vive um grupo de crianças chamadas Emere ou Elegbe e este grupo constitui o Egbe Orún Àbíkú, ou seja, sociedade das crianças que nascem para morrer. Contam os mitos que a primeira vez que os Àbíkú vieram para a terra foi em Awaiye e constituíam um grupo de duzentos e oitenta, trazidos por Alawaiye, chefe deles no Orún. Na encruzilhada que une o Orún ao Aiyé, ikorita meta, todos pararam e vários pactos foram feitos, definindo o momento particular do retorno de cada um ao Orún. Alguns voltariam quando vissem pela primeira vez o rosto da mãe, outros quando casassem, um terceiro grupo voltaria quando completassem determinado tempo de vida, um quarto grupo voltaria quando tivessem o primeiro filho, e assim por diante. E o carinho dos pais, o amor que recebessem ou os presentes não seriam capazes de retê-los no Aiyé. Alguns assumiram o compromisso de que nem nasceriam. Esse pacto deveria ser cumprido e os seus companheiros no Orún manterem-se presentes na sua vida, interagindo no seu dia a dia, para que não o esquecessem e retornassem ao Orún tão logo o momento pactuado ocorresse.
Como chega a ocorrer o nascimento ou a manifestação de um Àbíkú em uma gravidez? O Ioruba acredita que a acção do Àbíkú ocorre por determinação do destino da mãe, ou por força de magia/feitiçaria, ou por condições acidentais. O Prof. Sikiru Salami e a Profa. Dra. Iyakemi Ribeiro, na sua monografia “Ayedungbe: a terra é doce para nela se viver – rito na luta contra a morte de Àbíkú”, definem essas condições acidentais como “aquisição inadvertida de um Àbíkú por uma mulher grávida que não tenha tomado os necessários cuidados para evitar isso”. Existe a crença de que uma mulher grávida, ao passar por determinados locais em que os Àbíkú se estabelecem, se não estiver devidamente protegida, pode ver-se invadida por este “espírito” e tornar-se sujeita à gravidez de um Àbíkú. Por isso cuidados especiais são tomados pelas mulheres tão logo tenham consciência do estado de gravidez. Não é raro que mulheres grávidas carreguem junto a barriga um “ota”, devidamente preparado, para evitar essa “invasão” por parte de um Elegbe. Sacrifícios, oferendas e rezas são feitas também com o objectivo de evitar que uma mulher tenha filhos Àbíkú ou que, grávida, venha a ser “invadida” por um deles.
Deixando de lado condições acidentais ou efeito de magia/feitiçaria, temos observado que a ocorrência de Àbíkú numa mãe invariavelmente repete uma história familiar que podemos reconhecer procurando os seus antecedentes. Ou seja, podemos procurar nos antecedentes familiares da mãe para constatar, invariavelmente, que este Àbíkú vem se fazendo presente na família, geração após geração, em linha directa ou não.
Outra questão interessante é que podemos afirmar com grande precisão que alguns Odú de nascimento predispõem a ocorrência de Elegbe. Assim, temos que mulheres regidas pelo Odú Ogundabede (Ogunda + Ogbe) são naturalmente predispostas a gerarem filhos Àbíkú e, identificadas, quando ainda não são mães, certas oferendas são realizadas e alimentos são-lhes dados para prevenir a ocorrência. Ebó igualmente é feito nas situações em que já geraram filhos ou planejam gerar – um preá é colocado acima da porta de entrada da casa e um peixe acima da porta de trás, para proteger os moradores da visita dos Elegbe que ali vêm em busca de seus companheiros. Neste caso, deixam de ter acesso ao interior da casa e levarão, no lugar da pessoa que vieram buscar, o preá e o peixe. Um Orin Egbe , cantiga dedicada a Aragbo ou Ere Igbo, Orixá protector das crianças Àbíkú, fala-nos desse Ebó.
Entendemos, assim, que Egbe é cultuado e louvado com a finalidade de defender as crianças da morte prematura e oferendas lhe são feitas para que “desistam” de levar os Àbíkú de volta para o Orún, sendo um de seus objectivos a questão da manutenção dessas crianças no Aiyé. Segundo o Prof. Sikiru Salami e a Profa. Dra. Iyakemi Ribeiro, na obra já citada, “… Estabelece-se assim um jogo de forças entre Aragbo e a comunidade de Àbíkú que deseja levar seus membros do Aiyé, mundo físico, para o Orún, mundo dos mortos, mundo espiritual.
Cultos e oferendas são realizados tanto para que a comunidade de Àbíkú abra mão de levá-los de volta, como para que Ere igbo os proteja de serem reconduzidos à terra espiritual.” Todas as pessoas nascidas dentro do Odú Ogundabede, homens e mulheres, devem cultuar Egbe. Entende-se também que quem o cultua evoca as suas bênçãos em benefício das crianças do núcleo familiar. Aliás, o culto de Egbe e suas festas trazem muita semelhança com as festas e o culto que se fazem para “Cosme e Damião” e que são, muitas vezes, confundidas com o culto do Òrìsà Ibeji. Este Òrìsà e Egbe (ou Aragbo) são de distintas naturezas, justificam abordagens e tratamentos diferenciados, têm formas particulares de serem louvados, são cultuados por diferentes razões e necessidades, e os seus cultos não podem ser confundidos sob pena de incorrermos em erro de fundamento.
Por último, dois aspectos são importantes de serem nomeados: o primeiro, diz respeito ao que podemos chamar de comportamento peculiar da criança Àbíkú. São, certamente, crianças que se distinguem por este aspecto. Segundo, a resistência, na nossa cultura, que os pais têm em aceitar o facto de terem um filho Àbíkú e a dificuldade consequente em lidar com esta criança e todas as necessidades decorrentes da luta pela sua permanência no Aiyé. Cabe aí um importante papel para o sacerdote que pode ajudá-los a compreender a questão, dar-lhes orientação e acompanhamento durante todo o processo.
Termo que pode ser traduzido como o “ Vaivém da morte” correspondendo com algumas diferenças ao conceito de ABIKU dos yorubás.
Inúmeras crendices absurdas foram criadas a esse respeito, sofrendo uma adaptação no absoluto desconhecimento de sua fundamentação original sendo comum encontrar-mos pessoas que afirmam convictamente, serem UAFU-ZA-KUIZA ou ABIKU, como queiram dizer.
Para ilustrar essa ignorância, criaram em torno do fenômeno histórias como as que seguem:
1) A mãe da pessoa morre no parto
2) A mãe durante a gravidez, foi submetida a uma iniciação
3) O Uafu-Za-Kuiza é sempre o caçula
4) Quando nasce gêmeos e um morre
5) Uafu-Za-Kuiza é a Divindade da pessoa
Aí está relacionado um monte de bobagens e mentiras que merecem ser paradas por nós, nos próximos tempos, para evitar que as vítimas continuem a viver erroneamente, descrevo a seguir o verdadeiro conceito sobre o assunto, fundamentado em muitas etnias bantu, para a maioria dos povos africanos, os filhos representam o maior tesouro que o homem pode adquirir em sua passagem pela Terra, assim sendo, o fenômeno Uafu-Za-Kuiza, tanto quanto o Abiku para os Yorubás, são considerados como verdadeiras maldições nas medidas em que privam o ser humano de adquirir uma prole. Estes povos crêem na imortalidade do espírito e acreditam na reencarnação de forma um tanto quanto diferenciada da filosofia adotada pelas culturas orientais.
Enquanto os yorubás visualizam a reencarnação dos espíritos das pessoas mortas em qualquer idade, para os nativos Bantu (Ngola-Kongo), somente os espíritos infantis podem reencarnar, mantendo a crença de que só se reencarnarão em uma pessoa de sua própria família, como explicarei adiante.
O terrível e insondável enigma do destino da alma depois da morte tem preocupado e continua a preocupar os homens de todas as raças, desde a existência dos primeiros seres humanos sobre a Terra, para os nativos de Ngola e Kongo, como para a maior parte dos povos bantu, a alma é o duo do homem, um ser de essência diferente, como KULUNJI (inteligência) que encarna KU MUKUTU ( no corpo).
Este nasce, morre e apodrece, enquanto o primeiro deixa o segundo no momento de expirar, é o MUIKUA (hálito quente), que se situa no sangue que está no coração e nos pulmões, órgãos motores e principais.
Saído do corpo, o MUIKUA (hálito quente), a fim de se dirigir ao seu criador, tomo o caminho, através de ribeiros e rios, que o conduzirá a SANZALA KASEMBE DIÁ NZAMBI ( Aldeia Encantada de Deus ), tratando-se do MUIKUA de qualquer criança, este será devolvido pelo NZAMBI (Deus) a fim de reencarnar de novo, no ventre da mãe ou de qualquer outra mulher da família que lhe seja destinada.
NZAMBI (Deus) pouco se importa com a vida boa ou má dos homens sobre a Terra, mas é ele quem fixa a sua existência no mundo dos vivos e o momento em que devem morrer, isto é, deixar a vida terrena para irem prestar-lhes contas do que aqui fizeram.
Todos os que tem MUXIMA PUEMA (bom coração), seja qual for a sua condição, ficarão na SANZALA KASEMBE DIÁ NZAMBI (Aldeia encantada de Deus), ali vivendo segundo a condição que tinham em vida, assim um chefe será sempre um chefe, mesmo depois da morte.
Os que tem MUXIMA UAIBA (mau coração), entre os quais os suicidas, os assassinos, etc. jamais terão entrada na SANZALA KASEMBE DIÁ NZAMBI (aldeia encantada de Deus), porque estes os devolverá ao nosso mundo para sofrerem determinadas punições.
Estes espíritos, sem forças para encarnarem em seres humanos, serão transformados em espíritos malignos.
Outros, serão condenados a viverem em qualquer animal irracional sendo que, uma vez nascidos, viverão na mesma espécie eternamente em sucessivas reencarnações.
Há porém, alguns deles que, por não se conformarem com tal destino se integram a DIANDA (sociedade) de UAFU-ZA-KUIZ (Abiku dos yorubás).
Integrando-se nesta sociedade, os espíritos UAFU-ZA-KUIZA, também conhecido como UFUNJE, estabelecem um pacto com MULUNGI MUJIMU (ventre ruim), condicionando sua permanência a determinada exigência da líder.
Após o pacto formalizado, espíritos, ficam determinados a provocarem as mortes das crianças em que estejam encarnados, ou seja, provocam seus próprios abortos, fazendo com que as mulheres por eles possuídas tenham um ventre ruim, segundo a tradição, estes espíritos têm o mesmo tamanho de um recém-nascido, com o corpo de homem, costumam se reunir em MPAKU (toca) de determinadas árvores, situadas em caminhos que levam as aldeias, a passagem de uma mulher de corpo aberto, ou seja, em fase de menstruação, é por ele esperadas e, através da abertura, instala-se em seu útero e aguarda ali que ocorra a fecundação, alojando-se no embrião, dando início a encarnação que, com certeza, será interrompida antes de completar os nove meses de gestação.
A circunstância de sucessivos abortos faz com que, os casais procure o NGANGA-A-NGOMBO (Adivinhador), contactada a presença de um UAFU-ZA-KUIZA, a mulher atingida, será encaminhada a um KIMBANDA (Curandeiro/Feiticeiro) especialista no MUSAXI, culto específico a UAFU-ZA-KUIZA, em companhia do KIMBANDA MUSAXI e do NGANGA-A-NGOMBO, a mulher é submetida a uma série de procedimentos ritualísticos que visam garantir o nascimento de seu próximo filho, não por intermédio da expulsão do espírito alojado em seu útero, mas através de concordância em nascer e continuar vivendo no corpo gerado.
Para fixar esse espírito e garantir o nascimento da criança, o KIMBANDA MUSAXI, auxiliado pelos TUPELE divinatórios do NGANGA-A-NGOMBO, através de rituais precisos, saberá o dia em que ele deveria morrer, dando-lhe um nome sugestivo de permanência aqui na Terra, nome este que renega a morte, e o que é principal, quebra a KIJILA (abstenção) deste UAFU-ZA-KUIZA, ou seja, formaliza um novo pacto, cortando definitivamente, sua ligação com a líder MULUNGI MUJIMU (ventre ruim).
O novo pacto formalizado, consiste em dar forças ao espírito, que reencarnado no embrião, nascerá como qualquer criança e viverá no período correspondente a média normal de vida humana.
Ao nascer, a criança é submetida a outros rituais, coloca-se em seus tornozelos TUELELE (tira de pele com pequenas campânulas metálicas) e, uma pequena incisão é feita em seu corpo, sendo através dela introduzido o MAFU (pó sagrado) este mesmo pó é colocado dentro de um amuleto denominado de KAPURI que será pendurado no pescoço da criança e usado até a idade em que possa atender a voz de comando de seus pais, ou até nascer um irmão.
Este espírito que no passado não alcançou o reino de NZAMBI (Deus), terá uma nova chance de ser eleito, se fizer por merecer.
Do contrário estará perdido, transmigrará para qualquer animal em gestação onde viverá eternamente em sucessivas reencarnações, ou será devorado por MULUNGI MUJIMU (ventre ruim) que, com certeza, cobrará pelo rompimento do pacto com ela estabelecido.
Esta criança após ter sido tratada e tiver que ingressar no caminho do NKISI terá que se submeter a toda iniciação como qualquer outra pessoa, ou seja, será raspado e no futuro poderá assim iniciar outras pessoas.
ABIKU (KETU)
Sucessivos abortos numa mesma mulher, partos seguidos da morte da criança recém nascida, morte de crianças ou jovens, repentinas e associadas a estágios significativos de vida, tais como mudanças nas fases de crescimento, aniversários, casamento ou nascimento do primeiro filho, são identificados como acontecimentos ligados aos Àbíkú.
O que é “Àbíkú”?
A tradução literal é “nascido para morrer” (a bi ku) ou “o parimos e ele morreu” (a bi o ku), designando crianças ou jovens que morrem antes de seus pais. Há, assim, dois tipos de Àbíkú: o primeiro, Àbíkú – omode, designando crianças e o segundo, Àbíkú – Agba, referindo-se a jovens ou adultos que morrem, via de regra, em momentos significativos de suas vidas e sempre antes dos pais, apresentando nisso uma alteração da ordem natural que socialmente é aceita e entendida como: aqueles que chegaram ao Aiyé (mundo físico) primeiro, voltam primeiro ao Orún (mundo espiritual). Nessa questão, além da lógica natural, está presente a garantia da continuidade no Aiyé e a certeza da lembrança e do culto ao ancestral que deixa descendentes que recontarão sua história ao longo dos tempos, garantindo sua “sobrevivência” na comunidade.
No Orún vive um grupo de crianças chamadas Emere ou Elegbe e este grupo constitui o Egbe Orún Àbíkú, ou seja, sociedade das crianças que nascem para morrer. Contam os mitos que a primeira vez que os Àbíkú vieram para a terra foi em Awaiye e constituíam um grupo de duzentos e oitenta, trazidos por Alawaiye, chefe deles no Orún. Na encruzilhada que une o Orún ao Aiyé, ikorita meta, todos pararam e vários pactos foram feitos, definindo o momento particular do retorno de cada um ao Orún. Alguns voltariam quando vissem pela primeira vez o rosto da mãe, outros quando casassem, um terceiro grupo voltaria quando completassem determinado tempo de vida, um quarto grupo voltaria quando tivessem o primeiro filho, e assim por diante. E o carinho dos pais, o amor que recebessem ou os presentes não seriam capazes de retê-los no Aiyé. Alguns assumiram o compromisso de que nem nasceriam. Esse pacto deveria ser cumprido e os seus companheiros no Orún manterem-se presentes na sua vida, interagindo no seu dia a dia, para que não o esquecessem e retornassem ao Orún tão logo o momento pactuado ocorresse.
Como chega a ocorrer o nascimento ou a manifestação de um Àbíkú em uma gravidez? O Ioruba acredita que a acção do Àbíkú ocorre por determinação do destino da mãe, ou por força de magia/feitiçaria, ou por condições acidentais. O Prof. Sikiru Salami e a Profa. Dra. Iyakemi Ribeiro, na sua monografia “Ayedungbe: a terra é doce para nela se viver – rito na luta contra a morte de Àbíkú”, definem essas condições acidentais como “aquisição inadvertida de um Àbíkú por uma mulher grávida que não tenha tomado os necessários cuidados para evitar isso”. Existe a crença de que uma mulher grávida, ao passar por determinados locais em que os Àbíkú se estabelecem, se não estiver devidamente protegida, pode ver-se invadida por este “espírito” e tornar-se sujeita à gravidez de um Àbíkú. Por isso cuidados especiais são tomados pelas mulheres tão logo tenham consciência do estado de gravidez. Não é raro que mulheres grávidas carreguem junto a barriga um “ota”, devidamente preparado, para evitar essa “invasão” por parte de um Elegbe. Sacrifícios, oferendas e rezas são feitas também com o objectivo de evitar que uma mulher tenha filhos Àbíkú ou que, grávida, venha a ser “invadida” por um deles.
Deixando de lado condições acidentais ou efeito de magia/feitiçaria, temos observado que a ocorrência de Àbíkú numa mãe invariavelmente repete uma história familiar que podemos reconhecer procurando os seus antecedentes. Ou seja, podemos procurar nos antecedentes familiares da mãe para constatar, invariavelmente, que este Àbíkú vem se fazendo presente na família, geração após geração, em linha directa ou não.
Outra questão interessante é que podemos afirmar com grande precisão que alguns Odú de nascimento predispõem a ocorrência de Elegbe. Assim, temos que mulheres regidas pelo Odú Ogundabede (Ogunda + Ogbe) são naturalmente predispostas a gerarem filhos Àbíkú e, identificadas, quando ainda não são mães, certas oferendas são realizadas e alimentos são-lhes dados para prevenir a ocorrência. Ebó igualmente é feito nas situações em que já geraram filhos ou planejam gerar – um preá é colocado acima da porta de entrada da casa e um peixe acima da porta de trás, para proteger os moradores da visita dos Elegbe que ali vêm em busca de seus companheiros. Neste caso, deixam de ter acesso ao interior da casa e levarão, no lugar da pessoa que vieram buscar, o preá e o peixe. Um Orin Egbe , cantiga dedicada a Aragbo ou Ere Igbo, Orixá protector das crianças Àbíkú, fala-nos desse Ebó.
Entendemos, assim, que Egbe é cultuado e louvado com a finalidade de defender as crianças da morte prematura e oferendas lhe são feitas para que “desistam” de levar os Àbíkú de volta para o Orún, sendo um de seus objectivos a questão da manutenção dessas crianças no Aiyé. Segundo o Prof. Sikiru Salami e a Profa. Dra. Iyakemi Ribeiro, na obra já citada, “… Estabelece-se assim um jogo de forças entre Aragbo e a comunidade de Àbíkú que deseja levar seus membros do Aiyé, mundo físico, para o Orún, mundo dos mortos, mundo espiritual.
Cultos e oferendas são realizados tanto para que a comunidade de Àbíkú abra mão de levá-los de volta, como para que Ere igbo os proteja de serem reconduzidos à terra espiritual.” Todas as pessoas nascidas dentro do Odú Ogundabede, homens e mulheres, devem cultuar Egbe. Entende-se também que quem o cultua evoca as suas bênçãos em benefício das crianças do núcleo familiar. Aliás, o culto de Egbe e suas festas trazem muita semelhança com as festas e o culto que se fazem para “Cosme e Damião” e que são, muitas vezes, confundidas com o culto do Òrìsà Ibeji. Este Òrìsà e Egbe (ou Aragbo) são de distintas naturezas, justificam abordagens e tratamentos diferenciados, têm formas particulares de serem louvados, são cultuados por diferentes razões e necessidades, e os seus cultos não podem ser confundidos sob pena de incorrermos em erro de fundamento.
Por último, dois aspectos são importantes de serem nomeados: o primeiro, diz respeito ao que podemos chamar de comportamento peculiar da criança Àbíkú. São, certamente, crianças que se distinguem por este aspecto. Segundo, a resistência, na nossa cultura, que os pais têm em aceitar o facto de terem um filho Àbíkú e a dificuldade consequente em lidar com esta criança e todas as necessidades decorrentes da luta pela sua permanência no Aiyé. Cabe aí um importante papel para o sacerdote que pode ajudá-los a compreender a questão, dar-lhes orientação e acompanhamento durante todo o processo.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
AS ORIGENS E OS SIGNIFICADOS DAS PALAVRAS CANDOMBLÉ, UMBANDA E KIMBANDA
A palavra candomblé é de origem Bantu (do Kimbundu).........
Não da forma "aportuguesada" que escrevemos e pronunciamos (Candomblé).
A palavra dos povos bantu, vem de uma junção de palavras............... KA - NDOMBE - MBELE ....
Que tem o significado de : Pequena casa de iniciação dos negros.....
KA - No início da palavra tem a função diminutiva
NDOMBE = Preto, negro, escuro
MBELE = Criado, iniciado.
A PALAVRA CORRETA SERIA : KANDOMBELE...........
A palavra Umbanda também é oriunda do vocabulário Bantu !
Se escreve Umbandá = arte de curar, magia da cura (do Kimbundu).
Deriva-se da palavra Umbandá, a palavra Kimbanda = curandeiro ( do Kimbundu ).
Muitas pessoas confundem a palavra Kimbanda (curandeiro) com uma espécie de "seita do mal", quando na verdade, ela tem o significado de "curandeiro, pessoa que tem o dom da cura, os antigos médicos" das tribos bantu.......
Não sei porque, palavras que derivam uma da outra, ou seja, Umbandá (arte de curar) e Kimbanda (curandeiro), tenham tomado caminhos erroneamente tão diferentes.
A primeira deu origem ao nome de uma religião fundada no Brasil, onde se misturam Santos Católicos, Guias Espirituais e Orixás Nagô e a outra, é utilizada para divulgar uma espécie de culto maligno, que só existe na cabeça de alguns, que usam palavras das línguas bantu, sem ao menos saberem o seu significado, um contra-senso!!
Não da forma "aportuguesada" que escrevemos e pronunciamos (Candomblé).
A palavra dos povos bantu, vem de uma junção de palavras............... KA - NDOMBE - MBELE ....
Que tem o significado de : Pequena casa de iniciação dos negros.....
KA - No início da palavra tem a função diminutiva
NDOMBE = Preto, negro, escuro
MBELE = Criado, iniciado.
A PALAVRA CORRETA SERIA : KANDOMBELE...........
A palavra Umbanda também é oriunda do vocabulário Bantu !
Se escreve Umbandá = arte de curar, magia da cura (do Kimbundu).
Deriva-se da palavra Umbandá, a palavra Kimbanda = curandeiro ( do Kimbundu ).
Muitas pessoas confundem a palavra Kimbanda (curandeiro) com uma espécie de "seita do mal", quando na verdade, ela tem o significado de "curandeiro, pessoa que tem o dom da cura, os antigos médicos" das tribos bantu.......
Não sei porque, palavras que derivam uma da outra, ou seja, Umbandá (arte de curar) e Kimbanda (curandeiro), tenham tomado caminhos erroneamente tão diferentes.
A primeira deu origem ao nome de uma religião fundada no Brasil, onde se misturam Santos Católicos, Guias Espirituais e Orixás Nagô e a outra, é utilizada para divulgar uma espécie de culto maligno, que só existe na cabeça de alguns, que usam palavras das línguas bantu, sem ao menos saberem o seu significado, um contra-senso!!
fonte : tatakiretaua.webnode.com.br
sexta-feira, 27 de maio de 2016
JINGOMA - TAMBORES!!
Ngoma = Tambor = Atabaque ( Brasil ), da cultura Bantu Kongo / Ngola.
Ilú = Tambor = Atabaque ( Brasil ), da cultura Nagô Yorubá / Ketú, Djedje (Jeje), Efon.
Jingoma = Tambores ( plural de Ngoma ), em trio são provenientes da tribo Bantu Tchokwe, mas outras tribos da cultura Bantu como Nkongo, Ngola, Kioko, Shona, Moçambique (Yangana), Zulu, Bemba (Zâmbia), Ajaua (Zimbábue), Lingala (Zaire) e outros faziam uso de quatro ou cinco Jingoma (Tambores).
No Brasil, o uso do trio da tribo Tchokwe prevaleceu por ser uma forma mais simples e de menos gastos, pois não devemos nos esquecer que o Ngoma tem vida, come e recebe obrigações, é um filho da cultura Africana que devemos tratar com muita responsabilidade e carinho.
O trio de Jingoma (Tambores/Atabaques):
Ngoma Tixina = O Grande
Ngoma Mukundu = O Médio
Ngoma Kasumbi = O Pequeno
ou
Ngómba = Grande
Ngónje = Médio
Gongê = Pequeno
Nas culturas dos povos Nagô Yorubá-Ketu e na cultura aos Voduns dos Djedje (Jeje) e do Efon, o Ilú (Tambor/Atabaque) no nosso continente também predominou o uso do trio que vem da cultura dos Djedje (Jeje), acredito que também pelo mesmo motivo dos povos Bantu.
Ilú = Tambor/Atabaque
Rum = O Grande
Rumpi = O Médio
Lê = O Pequeno
Em outras tribos de cultura Yorubá, se tem registro de até sete tambores/atabaques em uso nas cerimônias para suas Divindades.
Os ritmos (toques) usados para as rezas e cânticos de louvação aos Minkisi, Orixás e Voduns têm nomes próprios que foram dados nos antigos candomblés aqui no Brasil, homenageando os países (Terras) da mãe África, Divindades e até mesmo o nosso povo do Brasil (Ancestrais- Caboclos).
Na África eles não têm nomes próprios e sim ritmos diferenciados para cada Divindade.
Nomes aos ritmos no Brasil (Bantu e Nagô Yorubá):
Kongo, Kabula, Kongo de Ouro, Angola, Angola Caboclo, Barra Vento, Samba, Samba, Jexá, Quebrado, Batã, Opanijé, Munjola e outros.
Aqui no Brasil, os homens e mulheres que não entram em transe, que não viram (incorporam) em suas Divindades são apontados e depois confirmados (Kundula), recebem o titulo de Kambondu e Kota na cultura Bantu e Ogan e Ekede na cultura Nagô Yorubá.
Na Mbutu (nação) Kongo / Ngola os títulos dados são exclusivos para exercerem à determinada função para qual foram preparados e confirmados.
CARGOS E SUAS FUNÇÕES:
Xika in Ngoma ou Muxiki (tocador de tambor), Tata Ngoma (pai do tambor) é também o responsável pela guarda e conservação do mesmo, Kambui (aquele que faz o couro falar).
Na nação dos Yorubás, o título dado é Alabê (tocador de Ilú).
Outros títulos de Tumbondu (plural de kambondu) e Makota (Plural de Kota) da Mbutu (nação) Ngola Kongo:
Tata Untala ( sua função é cuidar do Ndemburo, ou seja quarto de santo)
Tata Pokó = Pai da Faca ( título dado aos sacrificadores que são filhos de Nkosi, Divindade que é o dono da faca e de todos os instrumentos de corte )
Tata Kivonda = Pai sacrificador , aquele que sacrifica...
Tata Kisaba ( sua função é toda ligada às ervas e folhas, colher, macerar e preparar banhos e deixar as ervas prontas para que o zelador as usem em funções específicas )
Tata Nfunfu (sua função é ser responsável pelos pós sagrados, preparar e elaborar).
Tata Mabaia / Tata Lubitu ( sua função é ser responsável pelo barracão, como se fosse um relações públicas, observa o andamento do toque, recebe visitas e faz as honras da casa)
Tata Ngimbi (sua função é puxar as Mimbu (cantigas) do candomblé junto com o Xika ia Ngoma)
Tata Kanzumbi / Tata Nzo Nvumbi ( sua função é ser responsável por sacudimentos (Kenza/Kelula), carregos, ritos fúnebres (Nzo ia Vumbi), também zela dos guardiões da casa.
Kota Mbakisi (sua função é cuidar das Divindades, é responsável pelas vestimentas e dança junto com as Divindades)
Kota Ambelai/Kota Nvanji ( sua função é cuidar do muzenza /iniciado dentro do quarto de santo do começo ao fim da feitura e nas Ituminu (obrigações), encarregada também de ensinar a rezar, cantar, passar uma conduta decente ao iniciado )
Kota Mulongi ( tem a função específica de ensinar cantigas e rezas aos azenza (plural de muzenza).
Kota Mulambi/Kota Rifula (sua função é preparar as comidas (makudiá) para as Divindades)
Kota Kididi ( tem a função de manter a paz e harmonia dentro da Nzo (casa) ajudando na união dos irmãos de santo)
Kota Hongolo Matona (normalmente a pessoa que tem esse cargo é filho da Divindade Angoro = serpente (serpente dos céus.... é representada pelo arco-iris = Hongolo) sua função é de fazer as pinturas corporais no Muzenza no período de recolhimento, ela quem faz as pinturas coloridas, pois a palavra Hongolo do Kimbundu significa arco-íris)
Kota Luvemba (é responsável pela pintura corporal da cor branca, esse cargo é dado para uma filha de Lembá).
Fonte: tatakiretaua.webnode.com.br
Ilú = Tambor = Atabaque ( Brasil ), da cultura Nagô Yorubá / Ketú, Djedje (Jeje), Efon.
Jingoma = Tambores ( plural de Ngoma ), em trio são provenientes da tribo Bantu Tchokwe, mas outras tribos da cultura Bantu como Nkongo, Ngola, Kioko, Shona, Moçambique (Yangana), Zulu, Bemba (Zâmbia), Ajaua (Zimbábue), Lingala (Zaire) e outros faziam uso de quatro ou cinco Jingoma (Tambores).
No Brasil, o uso do trio da tribo Tchokwe prevaleceu por ser uma forma mais simples e de menos gastos, pois não devemos nos esquecer que o Ngoma tem vida, come e recebe obrigações, é um filho da cultura Africana que devemos tratar com muita responsabilidade e carinho.
O trio de Jingoma (Tambores/Atabaques):
Ngoma Tixina = O Grande
Ngoma Mukundu = O Médio
Ngoma Kasumbi = O Pequeno
ou
Ngómba = Grande
Ngónje = Médio
Gongê = Pequeno
Nas culturas dos povos Nagô Yorubá-Ketu e na cultura aos Voduns dos Djedje (Jeje) e do Efon, o Ilú (Tambor/Atabaque) no nosso continente também predominou o uso do trio que vem da cultura dos Djedje (Jeje), acredito que também pelo mesmo motivo dos povos Bantu.
Ilú = Tambor/Atabaque
Rum = O Grande
Rumpi = O Médio
Lê = O Pequeno
Em outras tribos de cultura Yorubá, se tem registro de até sete tambores/atabaques em uso nas cerimônias para suas Divindades.
Os ritmos (toques) usados para as rezas e cânticos de louvação aos Minkisi, Orixás e Voduns têm nomes próprios que foram dados nos antigos candomblés aqui no Brasil, homenageando os países (Terras) da mãe África, Divindades e até mesmo o nosso povo do Brasil (Ancestrais- Caboclos).
Na África eles não têm nomes próprios e sim ritmos diferenciados para cada Divindade.
Nomes aos ritmos no Brasil (Bantu e Nagô Yorubá):
Kongo, Kabula, Kongo de Ouro, Angola, Angola Caboclo, Barra Vento, Samba, Samba, Jexá, Quebrado, Batã, Opanijé, Munjola e outros.
Aqui no Brasil, os homens e mulheres que não entram em transe, que não viram (incorporam) em suas Divindades são apontados e depois confirmados (Kundula), recebem o titulo de Kambondu e Kota na cultura Bantu e Ogan e Ekede na cultura Nagô Yorubá.
Na Mbutu (nação) Kongo / Ngola os títulos dados são exclusivos para exercerem à determinada função para qual foram preparados e confirmados.
CARGOS E SUAS FUNÇÕES:
Xika in Ngoma ou Muxiki (tocador de tambor), Tata Ngoma (pai do tambor) é também o responsável pela guarda e conservação do mesmo, Kambui (aquele que faz o couro falar).
Na nação dos Yorubás, o título dado é Alabê (tocador de Ilú).
Outros títulos de Tumbondu (plural de kambondu) e Makota (Plural de Kota) da Mbutu (nação) Ngola Kongo:
Tata Untala ( sua função é cuidar do Ndemburo, ou seja quarto de santo)
Tata Pokó = Pai da Faca ( título dado aos sacrificadores que são filhos de Nkosi, Divindade que é o dono da faca e de todos os instrumentos de corte )
Tata Kivonda = Pai sacrificador , aquele que sacrifica...
Tata Kisaba ( sua função é toda ligada às ervas e folhas, colher, macerar e preparar banhos e deixar as ervas prontas para que o zelador as usem em funções específicas )
Tata Nfunfu (sua função é ser responsável pelos pós sagrados, preparar e elaborar).
Tata Mabaia / Tata Lubitu ( sua função é ser responsável pelo barracão, como se fosse um relações públicas, observa o andamento do toque, recebe visitas e faz as honras da casa)
Tata Ngimbi (sua função é puxar as Mimbu (cantigas) do candomblé junto com o Xika ia Ngoma)
Tata Kanzumbi / Tata Nzo Nvumbi ( sua função é ser responsável por sacudimentos (Kenza/Kelula), carregos, ritos fúnebres (Nzo ia Vumbi), também zela dos guardiões da casa.
Kota Mbakisi (sua função é cuidar das Divindades, é responsável pelas vestimentas e dança junto com as Divindades)
Kota Ambelai/Kota Nvanji ( sua função é cuidar do muzenza /iniciado dentro do quarto de santo do começo ao fim da feitura e nas Ituminu (obrigações), encarregada também de ensinar a rezar, cantar, passar uma conduta decente ao iniciado )
Kota Mulongi ( tem a função específica de ensinar cantigas e rezas aos azenza (plural de muzenza).
Kota Mulambi/Kota Rifula (sua função é preparar as comidas (makudiá) para as Divindades)
Kota Kididi ( tem a função de manter a paz e harmonia dentro da Nzo (casa) ajudando na união dos irmãos de santo)
Kota Hongolo Matona (normalmente a pessoa que tem esse cargo é filho da Divindade Angoro = serpente (serpente dos céus.... é representada pelo arco-iris = Hongolo) sua função é de fazer as pinturas corporais no Muzenza no período de recolhimento, ela quem faz as pinturas coloridas, pois a palavra Hongolo do Kimbundu significa arco-íris)
Kota Luvemba (é responsável pela pintura corporal da cor branca, esse cargo é dado para uma filha de Lembá).
Fonte: tatakiretaua.webnode.com.br
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